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O Rio Grande do Norte encerrou 2023 com 7.076 fundações privadas e associações sem fins lucrativos em funcionamento, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa um acréscimo de 260 unidades em relação a 2022, quando o Estado contabilizava 6.816 organizações, o que corresponde a uma variação positiva de 3,81%. O resultado indica a continuidade da expansão institucional e territorial do chamado terceiro setor potiguar.
As informações integram o estudo Fundações Privadas e Associações sem Fins Lucrativos no Brasil (FASFIL), elaborado a partir do Cadastro Central de Empresas (Cempre) e divulgado pelo IBGE em 18 de dezembro de 2025. A edição referente a 2023 incorpora mudanças metodológicas decorrentes da quebra de série iniciada em 2022, quando passaram a ser consideradas todas as empresas ativas do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), além da consolidação do uso do eSocial.
Além do crescimento no número de entidades, o setor também avançou na geração de empregos formais. O contingente de pessoal assalariado passou de 14.875 trabalhadores em 2022 para 15.153 em 2023, um aumento de 278 postos de trabalho, equivalente a 1,87%. Embora inferior ao ritmo de expansão das unidades locais, o dado reforça a relevância econômica das organizações sem fins lucrativos no Estado.
A análise histórica mostra que a maior parte das fundações privadas e associações do Rio Grande do Norte foi criada a partir dos anos 1990, período marcado pela ampliação das políticas públicas sociais e pela descentralização administrativa. As décadas de 2001 a 2010 concentram o maior número de entidades em atividade (2.192), seguidas por 2011 a 2020 (1.725). Entre 2021 e 2023, mesmo em um intervalo mais curto, foram criadas 864 organizações, sinalizando a manutenção do dinamismo do setor. Até 1970, eram apenas 80 entidades, o que evidencia a baixa institucionalização naquele período.
Organizações religiosas têm número maior, mas pagam menos
Do ponto de vista das áreas de atuação, as organizações religiosas lideram em número absoluto, respondendo por 24,53% das entidades (1.736 unidades). Em seguida aparecem aquelas voltadas ao desenvolvimento e à defesa de direitos (22,61%), cultura e recreação (16,56%) e associações patronais, profissionais e de produtores rurais (15,14%). A distribuição revela diversidade funcional e capilaridade das atividades desenvolvidas pelo terceiro setor no Estado.
No mercado de trabalho, as entidades religiosas também concentram o maior número de trabalhadores assalariados (1.732), mas registram o menor salário médio mensal entre os principais segmentos, de R$ 1.527,27. Já áreas como desenvolvimento rural apresentam remunerações médias mais elevadas, acima de R$ 3,2 mil, ainda que com contingentes reduzidos. Associações patronais e profissionais também se destacam, com salário médio de R$ 2.696,12, refletindo diferenças no grau de especialização e nas fontes de financiamento.
Entre os municípios, Natal lidera com 1.785 unidades em 2023, crescimento de 5,2% em relação ao ano anterior. Mossoró (518 entidades, alta de 3,8%) e Parnamirim (365, aumento de 4,3%) mantêm posição de destaque. Ceará-Mirim chama atenção pela expansão de 13,1%, enquanto Currais Novos e Macaíba registraram retração, indicando possíveis processos de reorganização institucional.
Nos municípios de menor porte, variações percentuais expressivas — como Jundiá, que dobrou de três para seis unidades — sugerem um movimento recente de institucionalização do terceiro setor no interior do Estado. Para o IBGE, o conjunto dos dados aponta para o fortalecimento do marco legal e da participação social, além de reforçar o papel das fundações e associações sem fins lucrativos no desenvolvimento local e na oferta de serviços não mercantis.
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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/numero-de-entidades-do-terceiro-setor-cresce-38-no-rio-grande-do-norte-e-chega-a-7-076/

