A Praia de Iracema registrou 30 casos de afogamento entre a última sexta-feira (13) e o domingo (15), em um trecho específico da orla conhecido como Havaizinho. O número elevado de ocorrências acendeu um alerta entre autoridades e profissionais que atuam na região, principalmente devido ao aumento do fluxo de banhistas nos fins de semana.
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De acordo com relatos de profissionais que atuam diariamente na área, os riscos são intensificados por fatores como o grande movimento, a falta de conhecimento sobre as condições do mar e o desrespeito às orientações de segurança. A presença de correntes marítimas e variações de profundidade também contribuem para o alto índice de incidentes.
Além disso, a interdição da ponte metálica, vigente desde 2023 por motivos estruturais, não tem sido respeitada por frequentadores, o que agrava ainda mais o cenário de risco na região.
Frequência de ocorrências preocupa profissionais e autoridades
O bombeiro civil Alberto Domingues, que também é surfista e frequenta a praia regularmente, relatou que já precisou atuar diretamente em salvamentos. Segundo ele, situações de risco são comuns, especialmente em dias de maior movimentação.
De acordo com o profissional, é frequente a ocorrência de pessoas que não sabem nadar pularem da ponte metálica, mesmo com a estrutura interditada. Ele também destacou a atuação de surfistas em resgates improvisados, principalmente nas áreas próximas aos chamados “metálicos”.
A interdição da ponte foi determinada pela Defesa Civil devido a problemas estruturais, incluindo riscos tanto na parte superior quanto inferior da construção, como desplacamentos e armaduras expostas.
O coordenador da Defesa Civil de Fortaleza, Haroldo Gondim, explicou que a medida de interdição é mantida justamente para evitar acidentes. No entanto, equipes têm flagrado frequentemente pessoas acessando o local proibido.
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Afogamentos na Praia de Iracema exigem atenção redobrada
O trecho do Havaizinho é apontado como um dos mais perigosos da orla de Fortaleza. Mesmo com sinalizações e presença de guarda-vidas, o número de resgates continua elevado, especialmente em períodos de maior movimento.
A bombeira militar Sâmila Ribeiro destacou que o consumo de bebidas alcoólicas antes de entrar no mar é um dos fatores que aumentam o risco de afogamentos. Segundo ela, o álcool compromete reflexos e atenção, dificultando a percepção de perigo.
Outro ponto de atenção são as crianças, consideradas grupo mais vulnerável. A orientação é que responsáveis redobrem a vigilância e evitem que menores entrem no mar sem supervisão adequada.
As autoridades reforçam que banhistas devem sempre procurar áreas com presença de guarda-vidas e respeitar a sinalização instalada na praia. Bandeiras indicativas de risco devem ser observadas, especialmente em locais onde a entrada no mar é proibida.
Orientações de segurança valem para todo o litoral
O Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará orienta que os frequentadores da orla de Fortaleza e de todo o litoral cearense adotem medidas preventivas ao entrar no mar. Entre as recomendações estão evitar áreas desconhecidas, respeitar as orientações dos profissionais de segurança e observar as condições do ambiente.
Segundo os bombeiros, locais aparentemente calmos, com pouca movimentação de ondas, podem representar maior perigo devido à presença de correntes marítimas. Por isso, o conhecimento prévio da área é considerado fundamental, especialmente para turistas e pessoas que não conhecem a região.
As autoridades também destacam a importância de evitar o consumo de álcool antes do banho de mar e de manter atenção constante, sobretudo em períodos de grande fluxo, como fins de semana e feriados.
O aumento no número de afogamentos em curto período reforça a necessidade de conscientização dos banhistas e de respeito às medidas de segurança, com o objetivo de reduzir riscos e prevenir novos incidentes na faixa litorânea de Fortaleza.
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Fonte: https://gcmais.com.br/noticias/2026/03/24/praia-de-iracema-registra-30-afogamentos-em-tres-dias-e-autoridades-reforcam-alerta-sobre-riscos/

