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O Rio Grande do Norte foi contemplado com 1.454 novas unidades habitacionais na mais recente seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), ampliando a oferta de moradias para famílias de baixa renda e fortalecendo uma das principais políticas públicas voltadas à redução do déficit habitacional no País.
As unidades serão distribuídas entre as modalidades urbana e rural do programa, alcançando municípios de diferentes regiões do Estado. Do total selecionado, 803 moradias serão destinadas a áreas urbanas e outras 651 a comunidades rurais, beneficiando cidades como Mossoró, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Assú, Macaíba, Currais Novos, Monte Alegre, Upanema e São José de Mipibu, entre outras.
A nova seleção integra o esforço do governo federal para ampliar o acesso à moradia e reduzir o déficit habitacional, problema que ainda afeta milhões de brasileiros. Segundo estudos da área, a carência de habitação adequada envolve famílias que vivem em imóveis precários, em situação de coabitação involuntária ou comprometem parcela significativa da renda com o pagamento de aluguel.
A ampliação do programa ocorre em um contexto de retomada dos investimentos habitacionais iniciada nos últimos anos. Relançado em 2023, o Minha Casa, Minha Vida passou a priorizar novamente famílias de menor renda e ampliou a atuação tanto em áreas urbanas quanto em comunidades rurais, tradicionais e indígenas.
No Rio Grande do Norte, a nova etapa representa um reforço à política habitacional estadual e amplia a expectativa de atendimento a famílias que aguardam acesso à casa própria. A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, destacou o impacto social da seleção e a articulação entre os governos estadual e federal para garantir novos empreendimentos habitacionais.
“É um número significativo, fruto do empenho e prioridade estabelecidos com responsabilidade da gestão, com a essencial parceria institucional do governo federal. Vai além de um número. É dignidade, e mais um passo no caminho da realização de um sonho para muitas famílias”, afirmou.
Além dos efeitos sociais, os investimentos também possuem relevância econômica. O setor da construção civil é considerado um dos principais geradores de emprego do País, com forte capacidade de movimentar cadeias produtivas ligadas à indústria de materiais, comércio, transporte e serviços.
Cada novo empreendimento habitacional gera demanda por mão de obra, fornecedores e empresas locais, contribuindo para a circulação de recursos nas economias municipais. Em cidades de menor porte, a chegada de conjuntos habitacionais costuma representar um impulso adicional para a atividade econômica.
O impacto tende a ser ainda mais abrangente no caso das unidades rurais. Além de garantir moradia, os empreendimentos contribuem para a permanência das famílias no campo, fortalecendo comunidades agrícolas e reduzindo déficits históricos de infraestrutura habitacional em áreas mais afastadas dos centros urbanos.
A expectativa agora é pela formalização dos contratos, elaboração dos projetos executivos e início das obras nos municípios contemplados. O cronograma será definido pelo governo federal em conjunto com Estados, prefeituras e entidades responsáveis pelos empreendimentos.
Com a nova seleção, o Rio Grande do Norte amplia sua participação no programa habitacional e reforça uma agenda de investimentos que combina inclusão social, geração de emprego e estímulo à atividade econômica. Em um cenário de demanda ainda elevada por moradia, a chegada de 1.454 novas unidades representa um avanço para milhares de famílias que aguardam acesso à casa própria e para municípios que veem na habitação um instrumento de desenvolvimento local.
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Fonte: https://agorarn.com.br/ultimas/rn-recebe-1-454-novas-moradias-do-minha-casa-minha-vida/

