Crias mostram a força da cultura paraense

Com muitas cores, animação e brilho, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Crias do Curro Velho realizou no sábado, 21, seu desfile oficial celebrando as quatro décadas de trajetória da Fundação Cultural do Pará (FCP). O cortejo saiu da Praça Brasil em direção à sede do Curro Velho, na rua Nelson Ribeiro, no bairro do Telégrafo.

“Esse desfile é muito importante para a comunidade, ela já espera, é uma escola que já tem tradição, são 35 anos das Crias do Curro Velho, mais um carnaval, e este ano a gente está falando da nossa instituição mãe, que é a Fundação Cultural do Estado do Pará, que está completando 40 anos, e trazemos esse enredo falando exatamente da missão da instituição, que é o trabalho com a arte, a cultura e os projetos, que não se limita à região metropolitana, mas abraça o Estado todo”, disse Jorge Cunha, coordenador de Iniciação Artística do Curro Velho.

Na avenida, as referências à Fundação e aos espaços que a compõem – o Curro Velho, Casa das Artes, Casa da Linguagem, Margarida Schivasappa, Waldemar Henrique, o Centur, as bibliotecas, que são importantes nesse processo de conhecimento e de informação. E apesar do tempo curto para realizar e colocar na avenida o desfile, o resultado foi muita alegria, que tomava conta dos moradores da área por onde a escola passava.

“Esse ano o nosso tempo foi muito curto, o Carnaval foi mais cedo e tivemos um trabalho grande para fazer, mas é satisfatório no final ver esse resultado bonito, mas tem uma participação e comprometimento muito bacana das pessoas que fazem parte, dos alunos e dos profissionais que são chamados para fazer essa parte da visualidade, dos carros, as fantasias, alegorias, os adereços”, falou Jorge, lembrando em seguida, que a base do material usado pela escola é o reaproveitamento de material.

A pedagoga Elizabete Mota e as filhas, Stephanie e Alice, eram só diversão na ala da inclusão no desfile.

“Estamos na ala da inclusão e o Curro Velho faz isso com muito prazer, alegria para essa turma aqui, que tem pessoas de várias deficiências, múltiplas físicas, e ficamos muito felizes, porque nos sentimos incluídos nessa ala” , disse Elizabete, explicando em seguida que a filha Alice dança e a Stephanie, que é atleta de dança, viaja para participar de competições.

“A Alice, de 7 anos, dança desde a barriga, foi quando foi nossa estreia, já vai fazer 8 anos. A Stephanie, que é cria, e hoje é atleta de danças, viaja para São Paulo, para campeonato, tudo graças ao apoio do Curro Velho, foi aqui que começamos nessa jornada da dança”, contou Elizabete.

A cozinheira Maria Avelar levou a sua cria Maria para compor a ala de mini baianas e ressaltou a importância do Curro Velho para a filha.

“É cultura, uma forma de lazer. Ela gosta de brincar carnaval aqui, porque em outro lugar não dá e ela gosta de participar todo ano. Ela é uma cria do Curro Velho desde bebezinha. E isso aqui é importante para ela, fez ela ficar mais sociável”, disse Maria.

Após a chegada da escola, aconteceu baile de Carnaval com apresentação do cantor Jeff Moraes.

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/abram-alas-pros-crias-do-curro-velho-tradicao-brilho-e-emocao-na-avenida/