Ao contrário do que havia informado anteriormente ao DIÁRIO, a Polícia Científica do Pará confirmou que a condutora do veículo envolvimento no atropelamento e morte da adolescente Clara Yasmin Souza da Costa, de 14 anos, compareceu para realizar o exame de alcoolemia. Esse procedimento é considerado fundamental em ocorrências com vítimas fatais no trânsito.
O sinistro aconteceu na última sexta-feira, 24, na avenida Senador Lemos, em Belém, quando a estudante voltava da escola pedalando pela ciclofaixa. A jovem foi atingida por uma caminhonete e morreu minutos depois, ainda no local. Desde então, familiares e a comunidade cobram esclarecimentos sobre as circunstâncias da tragédia e a responsabilização da motorista.
De acordo com a Polícia Científica, três perícias foram solicitadas oficialmente: o exame de alcoolemia, a análise do veículo conduzido pela suspeita e a perícia na bicicleta da vítima. No entanto, a instituição havia confirmado na tarde desta terça-feira, 28, que a condutora não teria se apresentado para a realização do teste de alcoolemia. Isso gerou questionamentos e reforçou a indignação de familiares e apoiadores. À noite, uma nova nota enviada ao DIÁRIO revelou que ela havia feito o exame.
‘A Polícia Científica do Pará informa que foram solicitadas três perícias: a de alcoolemia, no veículo da condutora e na bicicleta da vítima. Os exames periciais foram realizados e os laudos quando finalizados serão encaminhados para a Polícia Civil, que investiga o caso’, diz a nova nota.
Ainda no dia do atropelamento, a motorista declarou às autoridades policiais que não havia ingerido bebida alcoólica. Mesmo assim, o exame foi requisitado como parte dos procedimentos técnicos padrão em investigações desse tipo.
Investigação segue em andamento
Enquanto a investigação segue em andamento, a mobilização social também cresce. Na noite de segunda-feira, 27, ciclistas realizaram um ato em homenagem à adolescente e em defesa de mais segurança viária. O grupo percorreu ruas da capital até o local do atropelamento. Lá, pediu justiça, fiscalização e políticas públicas mais rígidas para evitar novas mortes no trânsito.
Os pais da estudante afirmam que pretendem acompanhar cada etapa do inquérito. Para a família, a confirmação de que o exame de alcoolemia não foi realizado reforça a necessidade de transparência e rigor na apuração dos fatos. O caso continua sendo investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/caso-clara-yasmin-nova-informacao-muda-versao-sobre-exame-da-motorista/

