Dia Mundial do TDAH alerta sobre uso seguro de medicamentos

Data reforça a importância do diagnóstico correto e do acompanhamento profissional no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

O Dia Mundial de Conscientização do TDAH, celebrado em 13 de julho, chama atenção para a importância da informação qualificada sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), condição que pode afetar a concentração, a organização, o controle dos impulsos e a regulação das emoções.

Nos últimos anos, o transtorno ganhou mais visibilidade, principalmente nas redes sociais. No entanto, especialistas alertam que o diagnóstico e o tratamento devem ser realizados com acompanhamento profissional, evitando a automedicação e o uso inadequado de medicamentos.

O TDAH está relacionado a alterações na comunicação entre os neurônios, envolvendo principalmente os neurotransmissores dopamina e noradrenalina, que participam de funções como atenção, planejamento e controle dos impulsos.

Um estudo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), baseado em pesquisas nacionais e internacionais, apontou uma prevalência global de TDAH de aproximadamente 8% entre crianças e adolescentes. No Brasil, o levantamento identificou milhares de atendimentos relacionados ao transtorno, reforçando o impacto da condição nos serviços de saúde.

Uso de medicamentos para TDAH exige acompanhamento

O farmacêutico Alessandro Braga destaca que o aumento da discussão sobre o TDAH trouxe mais conhecimento para a população, mas também elevou o risco de pessoas buscarem medicamentos sem avaliação adequada.

“Como o TDAH ficou mais conhecido, especialmente por conta das redes sociais, o risco de pessoas buscarem medicamentos sem avaliação adequada se tornou maior. O tratamento precisa ser individualizado e acompanhado por profissionais habilitados”, afirma.

Segundo o especialista, os medicamentos utilizados no tratamento atuam sobre substâncias químicas relacionadas ao funcionamento cerebral, ajudando na melhora da atenção, redução da impulsividade e organização das atividades diárias.

A definição da dose depende de fatores individuais, como idade, peso, sintomas apresentados e resposta ao tratamento. Por isso, não existe uma quantidade padrão indicada para todos os pacientes.

Automedicação pode trazer riscos

Os medicamentos para TDAH precisam de prescrição médica e acompanhamento periódico. No Brasil, os principais fármacos utilizados seguem regras de controle especial determinadas pelo Ministério da Saúde.

O uso sem orientação pode causar efeitos adversos, como insônia, perda de apetite, aumento da pressão arterial e outros riscos à saúde.

“O paciente não deve interromper o tratamento nem alterar doses por conta própria. Qualquer mudança precisa ser discutida com o médico responsável”, orienta Braga.

Tratamento do TDAH envolve diferentes estratégias

O diagnóstico do TDAH é realizado por especialistas, como psiquiatras e neuropediatras, após avaliação clínica detalhada.

Quando indicado, o tratamento pode combinar medicamentos com outras estratégias, como terapia comportamental, orientação familiar e adaptações na rotina escolar, profissional e social.

O acompanhamento contínuo é considerado fundamental para garantir segurança, avaliar resultados e ajustar o tratamento conforme a necessidade de cada paciente.

*Com infromações da assessoria

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Fonte: https://emtempo.com.br/479237/amazonas/dia-mundial-do-tdah-alerta-sobre-uso-seguro-de-medicamentos/