O custo da cesta básica em Belém iniciou o ano de 2026 em alta. Em janeiro, o valor do conjunto de alimentos chegou a R$ 673,55, o que representa aumento de 1,05% em relação a dezembro de 2025, quando a cesta custava R$ 666,57. Embora a variação mensal tenha sido moderada, os preços permanecem elevados e continuam pressionando o orçamento das famílias paraenses. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), em parceria com a Conab, mostra que os trabalhadores comprometeram cerca de 44,92% do salário mínimo, atualmente fixado em R$ 1.621,00, apenas para a compra dos alimentos básicos, o que equivale a aproximadamente 96 horas e 36 minutos de trabalho no mês.
Dos doze produtos que compõem a cesta básica, cinco apresentaram aumento de preços em janeiro, com destaque para o tomate, que registrou a maior alta do período, de 12,12%. Também ficaram mais caros o feijão, com elevação de 3,47%, a banana, com aumento de 2,32%, a carne bovina, que subiu 1,37%, e o pão, com variação positiva de 0,96%. Em sentido oposto, sete produtos apresentaram queda de preços, especialmente a farinha de mandioca, que teve redução expressiva de 18,98%. Também registraram recuo o arroz (-5,21%), o óleo de soja (-3,42%), a manteiga (-3,00%), o açúcar (-2,58%), o café (-1,64%) e o leite (-1,27%).
As pesquisas indicam ainda que o gasto mensal estimado com alimentação básica para uma família padrão composta por dois adultos e duas crianças alcançou R$ 2.020,65 em janeiro, o que corresponde a 1,24 salários mínimos. No acumulado dos últimos 12 meses, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, o custo da cesta básica em Belém apresentou queda de 3,48%. Nesse período, nove dos doze produtos registraram redução de preços, com destaque para o arroz, que acumulou queda de 40,08%, e o açúcar, com recuo de 38,03%. Por outro lado, três itens apresentaram elevação no comparativo anual, sendo o café o principal destaque, com alta de 24,85%, seguido pelo pão, que subiu 6,91%, e pela banana, com aumento de 3,20%.
Cenário Nacional e o Custo da Cesta Básica
No cenário nacional, o valor da cesta básica aumentou em 24 capitais brasileiras no primeiro mês de 2026. Belém apresentou custo intermediário em relação às demais capitais, ficando abaixo dos valores registrados em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Cuiabá.
Em janeiro, São Paulo manteve a cesta básica mais cara do país, custando R$ 854,37, enquanto Aracaju registrou o menor valor, de R$ 552,65.
Salário Mínimo Necessário e o Dieese
Com base no custo da cesta mais elevada e considerando o que determina a Constituição Federal sobre as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário em janeiro de 2026 deveria ser de R$ 7.177,57, equivalente a 4,43 vezes o salário mínimo vigente.
Itens com Maiores Aumentos no Mês:
Itens com maiores aumentos no mês:
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/em-belem-cesta-basica-chega-a-r-673-e-pesa-no-bolso-das-familias/

