Impasse envolve cobranças de 2025, enquanto Estado afirma estar em dia com os repasses de 2026.
Manaus (AM) – O Governo do Amazonas contestou a decisão do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) de suspender temporariamente a liberação de novos créditos do Passe Livre Estudantil para alunos da rede estadual de ensino em Manaus. A interrupção começou nesta terça-feira (3), após o sindicato alegar pendências financeiras relacionadas ao subsídio pago pelo Estado.
Em resposta, o governo divulgou uma nota afirmando que está rigorosamente em dia com os pagamentos referentes a 2026. Segundo a administração estadual, o último repasse, relativo a outubro, foi realizado em 23 de outubro.
O impasse envolve cobranças referentes ao segundo semestre de 2025, que estão sendo discutidas judicialmente. O Sinetram afirma que as empresas não têm condições de continuar disponibilizando novos créditos sem receber os valores que considera pendentes.
A divergência também foi discutida em audiência de conciliação realizada em 26 de outubro, no Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11). O encontro terminou sem acordo entre as partes.
Segundo o sindicato, a suspensão foi comunicada aos estudantes pelo aplicativo Cadê Meu Ônibus. Quem ainda possui créditos disponíveis nos cartões poderá utilizar o saldo restante.
Governo questiona valores cobrados pelo Sinetram
Na nota, o Governo do Amazonas afirma que os valores referentes ao segundo semestre de 2025 são objeto de litígio judicial devido à falta de transparência na tabela praticada pelo Sinetram. Segundo o Executivo, o sindicato cobra quantias incompatíveis com o previsto em contrato e não apresenta informações suficientes para comprovar os custos.
O governo também afirma que o sindicato se recusa a fornecer relatórios mensais sobre a utilização efetiva das passagens pelos estudantes.
De acordo com a administração estadual, como a maior parte dos alunos mora próximo às escolas, o uso mensal do benefício varia entre 4 mil e 24 mil passagens. Apesar disso, segundo o Executivo, o Sinetram cobra valores correspondentes a 130 mil estudantes.
A gestão estadual sustenta que sua responsabilidade financeira se limita ao custeio do benefício destinado aos alunos da rede estadual e defende que a divergência seja resolvida judicialmente.
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Fonte: https://emtempo.com.br/611359/amazonas/governo-contesta-sinetram-suspensao-passe-livre-estudantil/

