A greve dos ônibus em Manaus ganhou novos desdobramentos nesta segunda-feira (20). Além das reivindicações dos rodoviários, o impasse envolve a Prefeitura, o Governo do Amazonas e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram).
O Governo do Estado afirmou que já repassou mais de R$ 31 milhões referentes ao Passe Livre Estudantil. Ao mesmo tempo, a gestão estadual disse que ainda aguarda informações do Sinetram para analisar outros valores pendentes.
Rodoviários cobram mudanças
Durante coletiva, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou que a greve não depende apenas do pagamento dos salários atrasados.
Segundo ele, a categoria também cobra melhorias nas condições de trabalho e mudanças no sistema de transporte coletivo.
Entre as principais reivindicações estão:
- Reforma dos terminais de ônibus;
- Pagamento de horas extras e feriados para motoristas, cobradores e trabalhadores da manutenção;
- Pagamento em dinheiro da gratificação para motoristas que exercem a função de cobrador;
- Criação de auxílio-creche de R$ 300 para trabalhadores com filhos.
“Nem que caia o pagamento, a greve vai continuar. Não é só isso. Tem mais coisa aí. Está tudo errado e vai ter que arrumar”, afirmou Givancir.
Além disso, o sindicalista cobrou uma reunião com empresas e Prefeitura para discutir as demandas da categoria.
Governo afirma que repassou R$ 31 milhões
Em nota, o Governo do Amazonas informou que cumpriu as obrigações relacionadas ao Passe Livre Estudantil dos alunos da rede estadual em Manaus.
Segundo o Estado, o repasse de R$ 31.101.000,60 corresponde aos valores de 2025 destinados ao Sinetram.
Além disso, o governo informou que fez um depósito judicial no ano passado para liberar outros valores. No entanto, afirmou que o procedimento não avançou porque o sindicato patronal não assinou uma petição necessária para resolver a questão.
Estado cobra dados do Sinetram
O Governo do Amazonas também afirmou que precisa dos dados de deslocamento dos estudantes para calcular os valores pendentes.
De acordo com a gestão estadual, o Sinetram ainda não apresentou as informações mês a mês sobre o uso do benefício.
Por isso, o governo afirma que não pode realizar novos pagamentos sem a comprovação dos dados.
Prefeitura nega dívida
Após o início da greve, a Prefeitura de Manaus informou que não possui débitos pendentes com o Sinetram referentes a 2026.
Por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), o município afirmou que mantém os pagamentos previstos em dia.
Além disso, a prefeitura disse que acompanha a paralisação e busca garantir a continuidade do transporte coletivo para os passageiros.
Sinetram afirma que foi surpreendido
Por outro lado, o Sinetram afirmou que recebeu a paralisação de surpresa e disse que não houve comunicação prévia sobre a greve.
A entidade informou ainda que mantém abertura para negociação. No entanto, afirmou que adotará medidas judiciais para tentar restabelecer o serviço.
A paralisação começou por volta das 13h30 desta segunda-feira (20). Inicialmente, os primeiros pontos de parada ocorreram na região central de Manaus, nas proximidades das plataformas, do Terminal 1 (T1) e do Terminal da Matriz.
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Fonte: https://emtempo.com.br/479850/amazonas/greve-de-onibus-em-manaus-governo-diz-que-repassou-r-31-milhoes-e-cobra-dados-do-sinetram/

