Justiça marca júri de acusado pela morte de Yasmin Macêdo

A Justiça do Pará marcou para o dia 25 de agosto o julgamento de Lucas Magalhães, acusado pela morte da influenciadora digital Yasmin Cavaleiro de Macêdo, em Belém. A decisão saiu depois que a defesa esgotou todos os recursos nas instâncias superiores, inclusive no Supremo Tribunal Federal. Com isso, o processo segue para júri popular no Fórum Criminal da capital.

Lucas Magalhães responde por homicídio com dolo eventual, fraude processual e porte e disparo ilegal de arma de fogo. Somadas, as penas mínimas podem chegar a 15 anos de prisão. Apesar da gravidade das acusações, ele está em liberdade provisória desde 2023.

O advogado da família da vítima, Madson Nogueira, afirmou que a demora ocorreu por causa dos inúmeros recursos apresentados pela defesa. Segundo ele, as medidas tiveram caráter protelatório e atrasaram o andamento do processo. Agora, com a data definida, a expectativa é que o julgamento finalmente aconteça.

Para a família de Yasmin, a marcação do júri encerra um ciclo de espera que já dura mais de quatro anos. “Nós precisamos ter muita paciência nesse 4 anos e dois meses até chegarmos nesse tão esperado dia da marcação desse julgamento. Estavam isso aguardando ansiosos e nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, nós recebemos essa notícia. Não ficamos felizes, mas ficamos muito gratos”, declarou Eliene Fontes, mãe da jovem.

Relembre o caso

Yasmin Cavaleiro de Macêdo tinha 21 anos. Ela cursava medicina veterinária e atuava como influenciadora digital. A jovem desapareceu no dia 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha no rio Maguari, em Belém. O corpo foi encontrado no dia seguinte. A perícia apontou afogamento como causa da morte.

Além de Yasmin, outras 18 pessoas estavam na embarcação. Lucas Magalhães era o proprietário da lancha e conduzia o passeio. As investigações indicaram que ele efetuou disparos de arma de fogo durante o trajeto. Também apontaram que ele alterou a estrutura da lancha antes da perícia técnica. O despacho judicial ainda cita outras condutas atribuídas ao réu, descritas no inquérito policial e em procedimento administrativo da Capitania dos Portos.

Com a definição da data, o caso avança para a fase decisiva. O júri popular deve analisar as provas reunidas ao longo da investigação e ouvir testemunhas antes de decidir se o acusado será condenado ou absolvido.

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/justica-marca-juri-de-acusado-pela-morte-de-yasmin-macedo/