O Memorial da Força Aérea Brasileira na Amazônia, primeiro espaço dedicado à memória da aviação militar na Região Norte do país, completa sete anos de funcionamento reunindo histórias, aeronaves e personagens que tiveram papel fundamental na integração da Amazônia com o restante do Brasil.
Para marcar a data, a Base Aérea de Belém (BABE) realizará, no dia 29 de maio de 2026, às 9h, uma cerimônia comemorativa no espaço histórico localizado em Belém (PA). A programação também fará referência aos 120 anos do primeiro voo do 14-Bis, realizado por Alberto Santos-Dumont, e aos 90 anos da criação da Base Aérea de Belém, marcos importantes da aviação brasileira e da presença da Força Aérea na Amazônia.
O evento contará ainda com uma palestra sobre a atuação da Força Aérea Brasileira (FAB) na região amazônica, com destaque para a importância do PBY Catalina em missões de apoio logístico, transporte e assistência a populações em áreas isoladas.
Inaugurado em 2019, o Memorial da FAB na Amazônia foi criado com o objetivo de preservar a história da aviação militar na região e evidenciar a contribuição da Força Aérea para o desenvolvimento e a integração nacional. O espaço reúne painéis históricos, peças de aeronaves, vestimentas, documentos e galerias dedicadas à trajetória da aviação militar na Amazônia.
Entre os destaques do acervo estão bustos de nomes marcantes da aviação brasileira, como Júlio Cézar Ribeiro de Souza, Marechal do Ar Eduardo Gomes e Alberto Santos-Dumont, além de espaços como o auditório Cine Catalina e o Hangar Tenente César, onde estão expostas aeronaves históricas utilizadas em missões na região.
Segundo a Seção de Comunicação Social da Base Aérea de Belém, as aeronaves preservadas no memorial acumulam mais de 140 mil horas de voo ao longo de suas operações, tendo desempenhado papel essencial no transporte de pessoas, medicamentos, alimentos e equipes militares para localidades de difícil acesso.
Um dos principais símbolos dessa história é o PBY Catalina, aeronave que marcou época nas missões de integração da Amazônia ao operar em rios, lagos e pistas remotas, conectando comunidades isoladas e garantindo apoio humanitário em diversas regiões.
“Preservar a memória da aviação militar na Amazônia é também preservar parte da história da integração nacional e reconhecer o trabalho daqueles que contribuíram para aproximar comunidades e salvar vidas em regiões de difícil acesso”, destacou o comandante do I COMAR e da Guarnição de Aeronáutica de Belém, major-brigadeiro do Ar José Virgílio Guedes de Avellar.
Mais do que um espaço expositivo, o Memorial da FAB na Amazônia mantém viva a história das missões aéreas que contribuíram para a integração da região e o fortalecimento da presença do Estado brasileiro na Amazônia ao longo das últimas décadas.
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/memorial-da-fab-na-amazonia-celebra-7-anos-com-cerimonia-em-belem/

