Preço das frutas dispara em Belém e altas chegam a 25% em março

O custo de vida em Belém apresentou uma nova pressão inflacionária no início de 2026, impulsionado pela alta significativa no preço das frutas. Segundo levantamento do DIEESE/PA realizado em feiras livres e supermercados da capital, o mês de março registrou reajustes severos, com destaque para o mamão, que ficou 25,53% mais caro em apenas trinta dias.

O balanço do primeiro trimestre aponta que a maioria das frutas pesquisadas subiu acima da inflação estimada para o período, que foi de 1,3%, evidenciando um cenário de carestia para as famílias paraenses. Entre janeiro e março, os aumentos mais expressivos ocorreram no mamão (12,52%), no abacaxi (12,47%) e na tangerina (12,04%).

Nos últimos 12 meses, a situação é ainda mais crítica para o orçamento doméstico, com a tangerina acumulando uma alta de 27,49% e o abacaxi subindo 22,82%. O DIEESE/PA atribui essa escalada de preços a uma combinação de fatores logísticos e climáticos.

Impacto dos fatores logísticos e climáticos

A forte dependência do Pará de produtos vindos de outros estados torna os preços locais extremamente sensíveis ao aumento do frete, que é diretamente impactado pela instabilidade internacional no mercado de petróleo e consequente alta dos combustíveis. Além disso, o período de entressafra e as chuvas intensas da região amazônica dificultam o transporte e elevam as perdas durante a distribuição.

Apesar do cenário de alta, alguns itens apresentaram queda, oferecendo um leve alívio pontual. O abacate registrou o recuo mais expressivo no trimestre, com queda de 42,46%, seguido pelo limão, que barateou 33,38% no mesmo intervalo. No entanto, a tendência para os próximos meses permanece de volatilidade e manutenção de valores elevados.

Recomendações para o consumidor

A orientação para o consumidor é pesquisar e buscar itens da estação, já que a pressão inflacionária deve continuar impactando o abastecimento ao longo de todo o primeiro semestre de 2026.

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/preco-das-frutas-dispara-em-belem-e-altas-chegam-a-25-em-marco/