Quer transformar lixo em PIX? Prefeitura já pagou quase R$ 70 mil

Transformar lixo em dinheiro já é uma possibilidade concreta em Belém e o resultado aparece tanto no bolso dos trabalhadores quanto na limpeza da cidade. O Hub do Pix – Estação Preço de Fábrica completa cinco meses de funcionamento e se consolida como um projeto que une tecnologia, reciclagem e geração de renda.

A iniciativa surgiu de uma parceria entre a Prefeitura de Belém e a empresa Green Mining e nasceu como parte das ações ligadas ao legado ambiental da COP30. Desde que começou a operar, o espaço registrou mais de 5.280 entregas de materiais recicláveis. Ao mesmo tempo, retirou das ruas mais de 104.230 quilos de resíduos que deixaram de poluir o meio ambiente. O impacto financeiro também chama atenção.

O programa já pagou R$ 69.414 diretamente para as pessoas atendidas pelo hub. O diferencial está no modelo de pagamento. O valor é depositado sem intermediários, o que garante transparência e remuneração mais justa para quem trabalha com reciclagem. Na prática, isso significa dinheiro direto na conta toda semana.

Para muitos participantes, a renda já faz diferença no orçamento doméstico. Há casos em que o ganho semanal chega a cerca de R$ 750 apenas com a venda de papelão, valor que ajuda a pagar aluguel, comprar alimentos e manter a família.

O funcionamento do projeto é simples e foi pensado para facilitar o acesso da população. Podem participar catadores autônomos, integrantes de cooperativas de reciclagem e pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico.

Estação paga por recicláveis e já movimenta mais de 100 toneladas de materiais em Belém. Foto: ascom – SEZEL

Como participar do projeto de reciclagem em Belém

O primeiro passo é baixar o aplicativo da empresa responsável pelo sistema. Depois, o interessado deve separar os materiais recicláveis limpos e levar até a estação. No local, os resíduos são pesados e registrados no sistema. Em seguida, o participante informa uma chave Pix cadastrada com o CPF e recebe o comprovante da entrega. O pagamento é realizado sempre às sextas-feiras.

Entre os materiais aceitos estão vidro, papel, papelão e plástico. O vidro transparente e o âmbar são pagos a R$ 0,65 por quilo. O papelão e o papel branco chegam a R$ 0,85 por quilo. Já o plástico PET pode alcançar R$ 3 por quilo, um dos valores mais altos da lista.

Localização e horário de funcionamento

O projeto funciona na Praça Princesa Isabel, no bairro da Condor, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h. A escolha do local foi estratégica e ajudou a consolidar a estação como referência na região. Para entregas de grandes volumes, os interessados devem agendar pelo WhatsApp (11) 91686-6678.

Expansão e impacto do projeto

Diante dos resultados positivos, a expectativa agora é ampliar a iniciativa e levar o modelo para outros bairros da capital. A proposta é clara: transformar resíduos em oportunidade de renda e mostrar que aquilo que seria descartado pode virar dinheiro de forma rápida, regular e segura. No vídeo abaixo, que mostra iniciativa semelhante da mesma empresa em município de São Paulo, confira:

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/quer-transformar-lixo-em-pix-prefeitura-ja-pagou-quase-r-70-mil/