Saiba como aproveitar as delícias paraenses como um local

Em ritmo de COP30, a coluna vê Belém fervilhar de visitantes de todo mundo, ávidos para conhecer as atrações da cidade-sede da Conferência das Partes Sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas. No coração da Amazônia, além das belezas naturais de quem se divide entre floresta e desenvolvimento urbano, os turistas querem vivenciar nossas experiências do dia a dia, como a chuva da tarde, que tem sido atração rotineira. 

E tem muito mais! Para te ajudar a ser um “paraense raiz”, listamos algumas experiências gastronômicas, com explicações de como devem ser vivenciadas tal qual um “papa-xibé”. 

Rituais Gastronômicos do Pará

RITUAL DO TACACÁ 

Tá, eu sei que tu quer tomar um tacacá, curtir e ficar de boa. Mas não é só chegar na banca e pedir a iguaria. Todo bom paraense sabe que existe um horário para isso, o fim da tarde, com chuva ou sem chuva. E não se acanhe em escolher com “pouca goma”; é que esse ingrediente que serve para encorpar nossa sopa, às vezes, é colocado em excesso pelas tacacazeiras, o que deixa o tucupi – responsável pelo sabor principal – em menor proporção. Aproveite para recomendar que venha “bem quente” e experimente com nossa pimenta de cheiro. Por último deixe claro: “capriche no camarão!”. E tem mais! Pra rebater, uma fatia de bolo de macaxeira com coca-cola gelada faz a felicidade ficar completa. É a ancestralidade misturada com o sabor conhecido em todo o planeta. Mais COP impossível…

RITUAL DO AÇAÍ 

Ah, o açaí… responsável pela eterna polêmica do acompanhamento com granola, é claro que tu não vais cometer esse “pecado” em terras paraenses, não é mesmo? Então, mano, sobre esse néctar dos deuses da Amazônia, aprende o seguinte: onde tiver uma bandeirinha vermelha na porta e sacas de caroços esperando para serem recolhidas, é ali que vende açaí, quase sempre em suas três versões batidas na hora: popular, médio ou grosso. Experimente todos e escolha seu preferido. A melhor forma de tomar açaí é deixá-lo bem geladinho e escolher como degustar – com ou sem açúcar, com farinha ou sem farinha (que pode ser de tapioca ou da “baguda” como chamamos a farinha comum), com peixe, com camarão, com charque, ou mesmo sem nada. Apesar das reportagens mostrarem sempre a degustação com peixe frito, não se sinta obrigado a isso. Escolha a melhor forma que te agradar, só não coloca granola, mano! Ah, e depois te deita numa rede e curte uma boa soneca. 

RITUAL DO SORVETE 

Tá, sabemos que 10 em cada 10 visitantes querem experimentar o sorvete da Cairú, e recomendamos fortemente que isso seja feito. Afinal, é a sorveteria precursora de todo esse frisson em torno do nosso doce. Mas saiba que entre os inúmeros sabores oferecidos, existem os preferidos dos paraenses: açaí, mestiço (mistura de açaí com grãos de tapioca), paraense (mistura dos dois sabores: sorvete de açaí e sorvete de tapioca), tapioca, carimbó (mistura de castanha do Pará, cupuaçu e tapioca) e o de bacuri. Esses sabores são obrigatórios para essa imersão paraense. Mas, além da Cairú, temos outras sorveterias tão saborosas quanto a pioneira e que também merecem sua visita: Daju, Ice Bode, Blau’s, Santa Clara, Damata, Gelateria Damazônia e Maioca. Todas elas mandam muito bem e vão te fazer comprar isopor pra levar pra casa. 

RITUAL DO CAFÉ 

Em terras paraenses, o café nosso de cada dia é sempre muito bem acompanhado. Uma tapioca que pode vir com coco e leite condensado, queijo do Marajó ou manteiga, vai muito bem e pode ser degustada na Orla do Ver-o-Rio, ao entardecer. Outra tradição é tomar esse café acompanhado de pupunha cozida, uma delícia que ainda pode vir salpicada com mel. Na Feira da 25, existem bancas de pupunha que vendem a iguaria já pronta para o consumo, aí é só escolher um box que venda café e curtir a experiência. Por último, tome um cafezinho acompanhado de macaxeira cozida quentinha e com manteiga. Ah, tu não vais querer outra vida… 

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Fonte: https://diariodopara.com.br/diario-de-bordo/saiba-como-aproveitar-as-delicias-paraenses-como-um-morador-local/