A Arquidiocese de Belém celebra a Festividade de São Bento 2026, a partir desta quarta-feira, 8 de julho, no Mosteiro de São Bento, localizado na Capela do Colégio Santo Antônio, no centro da capital. Programação segue até dia 11 de julho.
Belém é a única cidade da Amazônia com um mosteiro masculino da Ordem Beneditina, que tem presença no Brasil desde o final do século XVI.
De 8 a 10 de julho, ocorre o Tríduo de São Bento, com celebrações sempre às 19h. No dia 11 de julho, dia do padroeiro, as Missas ocorrerão às 10h da manhã, com o arcebispo de Belém, Dom Júlio Endi Akamine; e às 19h, pelo arcebispo emérito de Belém, Dom Alberto Taveira.
O santo
São Bento é conhecido popularmente pela sua oração cravada em uma medalha, porém, a espiritualidade beneditina vai além do sacramental: o santo é considerado patriarca dos monges do ocidente.
O motivo é a Regra de São Bento, escrita por volta de 529, que “influenciou toda construção ocidental, desde a formação humana, com as escolas e faculdades, mas sobretudo a formação religiosa e o dinamismo presente em sua regra, conhecida mundo inteiro pelo lema “ora et labora” (reza e trabalha)”, explica o Prior do Mosteiro de Belém, Dom Leão Magno.
Programação
A Festividade de São Bento em Belém ocorre de 8 a 11 de julho, na capela do Colégio Santo Antônio, na praça Dom Macedo Costa, ao lado do Hospital Ordem Terceira, na rua Gaspar Viana, nº 572, bairro da Campina, centro da cidade. Após a Missa, haverá venda de comidas e itens de arte sacra produzida pelos monges.
8 de julho:
19h – Santa Missa com Monsenhor Agostinho Cruz – Vigário Geral e Cura da Catedral de Belém
9 de julho:
19h – Santa Missa com Dom Prior Leão Magno OSB – Prior do Mosteiro de Belém
10 de julho:
19h – Santa Missa com Cônego Beltrão, da Paróquia de Sant’Anna
11 de julho – Solenidade de São Bento
10h – Santa Missa com o arcebispo de Belém, Dom Júlio Endi Akamine
19h – Santa Missa com o arcebispo emérito de Belém, Dom Alberto Taveira
Presença em Belém
Os monges beneditinos chegaram na capital paraense em dezembro de 2023, marcando a instalação da primeira comunidade masculina da Ordem na Amazônia.
As celebrações abertas aos fiéis são acompanhadas pelo canto gregoriano, marca da espiritualidade beneditina e dos mosteiros ao redor do mundo.
“Os monges também prestam acolhida aos fiéis e peregrinos que desejam conhecer a espiritualidade beneditina, tendo o auxílio do sacramento da confissão e demais que são realizados na capela”, pontua Dom Leão.
Ora Et Labora
Além do Ofício Divino rezado sete vezes ao dia, os religiosos dedicam a outra parte do tempo aos estudos e ao trabalho manual. Os produtos fabricados pelos mesmos são diversos, desde de imagens sacras, terços, paramentos litúrgicos (costura e bordados) que atendem Belém e toda região Norte.
Outro destaque é a culinária produzida por eles, com receitas tradicionais de bolos, tortas, geleias e o famoso bricelet, biscoito fino de origem suíça, que chegou ao Brasil através de freiras beneditinas que viviam em um convento de Sergipe.
“Por meio desses itens, os monges trabalham para a manutenção da comunidade, compreendendo a tradição que São Bento nos delegou com o “ora et labora”, frisa o superior dos beneditinos em Belém.
Leigos
Assim como em outros estados, o Mosteiro de São Bento de Belém não é constituído exclusivamente de monges. Os chamados “oblatos e oblatas” são pessoas leigas, solteiras ou casadas, que são uma extensão dos que vivem a Regra de São Bento.
São “monges e monjas de coração”, que vivem fora do Mosteiro, mas comprometidos espiritualmente com o espaço.
Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/veja-a-programacao-da-festividade-de-sao-bento-2026-em-belem/

