Equipes resgatam boto encontrado em canal de Belém

Equipes da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) iniciaram o resgate de um boto encontrado no canal da União, próximo da tv. Mauriti, no bairro do Marco, em Belém, nesta terça-feira, 17. 

A cena inusitada chamou atenção dos moradores que registraram o animal logo nas primeiras horas da manhã. Ainda não há informações de como a espécie típica da Amazônia teria chegado ao local.

Os vídeos foram registradas pela fotógrafa do DIÁRIO, Irene Almeida, que acompanha o resgate. Confira:

Como ele chegou?

Segundo a Associação dos Amigos do Peixe-boi, estudos identificam que os botos podem permanecer por anos em áreas de menos de 100km², bem como se deslocar mais de 50 km em um único dia.

De acordo com o National Geographic, como o boto-cor-de-rosa tende a ficar em seu habitat inicial, por isso as mudanças em seu meio ambiente podem ser tão prejudiciais a ele.

 “Por serem extremamente adaptados ao ambiente amazônico, os botos têm o sistema de ecolocalização bem desenvolvido e seu “melão” na cabeça é avantajado”, diz a AMPA. 

“Essa característica é importante para se mover na floresta alagada e procurar presas nas águas escuras dos rios amazônicos”, completa. 

Os animais também têm preferências de habitat de acordo com o sexo, afirma a AMAPA: “as fêmeas e seus filhotes ficam nos complexos de lagos, enquanto os machos preferem os rios principais”.

Maior golfinho de água doce

O boto-cor-de-rosa é um mamífero com aparência similar a dos golfinhos. De acordo com a AMPA, ele pode chegar até 2,5 metros de comprimento e 200 quilos de peso. Eles podem viver por décadas, podendo chegar aos 45 anos.

É o maior dos golfinhos de água doce do mundo, segundo a associação. “Os machos são bem maiores e mais rosados do que as fêmeas e sua coloração varia de cinza claro, nos filhotes e jovens, a rosa brilhante nos adultos”.

A lenda

O boto cor-de-rosa é importante não só para o equilíbrio da fauna amazônica, mas também faz parte do folclore brasileiro, com lendas sobre sua presença nas comunidades ribeirinhas locais. 

A mais conhecida conta que, durante à noite, o boto se transformaria em rapaz charmoso e envolvente, deixando as águas dos rios para conquistar as mulheres na Amazônia.

Com informações de National Geographic

Fonte: https://diariodopara.com.br/belem/video-equipes-resgatam-boto-encontrado-em-canal-de-belem/