“Bola fora” do MP revive Bruno Henrique no caso das apostas. Entenda

Interlocutores ligados ao atacante Bruno Henrique, do Flamengo, avaliam que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deu “bola fora” ao encaminhar à Justiça a denúncia por estelionato contra o jogador sem incluir documentos essenciais para fundamentar a acusação.

A análise ocorre após o MPDFT recorrer, nessa terça-feira (12/8), da decisão da 7ª Vara Criminal de Brasília, pedindo que o Judiciário reconsidere e aceite a acusação de estelionato, além de aplicar medidas cautelares como a suspensão de toda atividade econômica ou financeira ligada a apostas esportivas e o pagamento de fiança de R$ 2 milhões.

No último dia 25 de julho a Justiça aceitou parcialmente a denúncia do MP, tornando Bruno Henrique e o irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, por manipulação de resultado. Ao aceitar parcialmente a denúncia do MP, o juiz responsável pelo caso recusou a acusação de estelionato por “falta de documentos comprobatórios”.

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Na avaliação de pessoas próximas ao atleta, o recurso do MP tenta corrigir a falha cometida ao não anexar documentos básicos, como o boletim de ocorrência registrado pelas próprias casas de apostas que alegam ter sido prejudicadas pela suposta ação de Bruno Henrique ao forçar a aplicação de um cartão amarelo contra o Santos, em 2023.

Confira o que o MPDFT pede no recurso:

  • reformar a decisão no ponto em que rejeitou a denúncia quanto aos crimes de estelionato;
  • reformar a decisão recorrida para se admitir o manejo da fiança de R$ 2 milhões em face de Bruno Henrique – contra ele e todos os demais acusados;
  • suspender toda atividade de natureza econômica ou financeira relacionada às apostas esportivas, incluindo a proibição de firmar contratos de patrocínio e de publicidade pessoal com qualquer casa de apostas ou mesmo a suspensão de contratos dessa natureza, caso vigentes;
  • determinar a proibição de criar contas em plataformas de quaisquer das casas autorizadas a funcionar no Brasil; e
  • determinar a proibição de efetivar apostas, ainda que por interpostas pessoas, em qualquer evento esportivo.

A expectativa do núcleo mais próximo ao jogador é que a Justiça negue o pedido do MP, de forma que Bruno Henrique responda apenas pelo crime de fraude esportiva. Segundo interlocutores, a recusa à acusação de estelionato livraria o jogador do crime mais grave, que poderia resultar em uma pena mais pesada.

No âmbito desportivo, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) distribuiu para a 1ª Comissão Disciplinar o processo que apura o possível envolvimento do atacante Bruno Henrique, do Flamengo, em manipulação de resultados, e deve julgar o caso nas primeiras semanas de setembro.

Sobre o julgamento na área desportiva, fontes ligadas ao jogador esperam com otimismo a resolução do caso, no qual acreditam que as penas não serão tão graves do que está sendo ventilado.

Suspeita de manipulação

  • No dia 25 de julho deste ano, a 7ª Vara Criminal de Brasília aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e tornou réu o atacante Bruno Henrique e seu irmão, Wander Nunes Pinto Júnior, por manipulação de resultado.
  • O atacante do Flamengo é acusado de ter recebido um cartão amarelo para favorecer os apostadores, em uma partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 2023.
  • Agora, Bruno Henrique e o irmão passam a responder criminalmente por manipulação de resultado esportivo.
  • A pena varia entre dois e seis anos de prisão, além de multa.

STJD

Na sexta-feira (1º/9), a procuradoria do STJD denunciou o jogador do Flamengo por manipulação de resultados. Bruno Henrique pode pegar até dois anos de suspensão.

7 imagensBruno Henrique é jogadorJogador Bruno HenriqueBruno Henrique leva cartão amareloJogador Bruno Henrique durante jogoBruno Henrique é atleta do FlamengoFechar modal.1 de 7

Bruno Henrique comemora com colegas

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Bruno Henrique é jogador

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Jogador Bruno Henrique

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Bruno Henrique leva cartão amarelo

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Jogador Bruno Henrique durante jogo

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Bruno Henrique é atleta do Flamengo

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Jogador Bruno Henrique

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O atacante do Flamengo foi denunciado com base no Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). As penas acumuladas vão de suspensão de 360 a 720 dias; suspensão de 12 a 24 partidas e três multas de R$ 100 a R$ 100 mil.

Além do atacante rubro-negro, o STJD denunciou Wander Nunes Pinto Júnior (irmão do atleta), Ludymilla Araújo Lima (esposa de Wander) e Poliana Ester Nunes Cardoso (prima do jogador). Os três fizeram apostas no cartão de Bruno Henrique, na partida contra o Santos.

Processo

Na Justiça comum, Bruno Henrique e o irmão foram denunciados. Agora, os irmãos terão que apresentar defesa prévia no processo, momento em que os acusados terão a oportunidade de se manifestar sobre os fatos narrados na denúncia.

Após essa manifestação, terá início a fase de instrução processual, na qual serão colhidos depoimentos de testemunhas e dos acusados, além da apresentação de provas.

Posteriormente, a Justiça realizará um novo julgamento para decidir se os irmãos são culpados ou inocentes. Caso sejam absolvidos, o processo será arquivado. Se condenados, as penas podem variar entre dois e seis anos de prisão, além de multa.

Fonte: https://www.metropoles.com/brasil/bola-fora-bruno-henrique-apostas