O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é alvo de mais uma cobrança sobre travar votações importantes para os trabalhadores. Desta vez são os caminhoneiros autônomos que cobram a votação da Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, antes que ela caduque e perca a validade. O prazo para que ela seja votada é até a próxima quinta-feira (16)
Entidades que representam os caminhoneiros, como a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) e a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), ameaçam greve, caso a MP não seja levada ao plenário da Casa.
O presidente da Abrava, Wallace Landim, o ‘Chorão’, afirmou que a categoria está “indignada” com a falta de votação e alertou que o senador será o responsável caso a categoria desencadeie uma greve geral que pode parar o país.
Denunciando que Davi Alcolumbre, “sentou em cima da medida, até esse momento”, Chorão ameaçou: “Não queira deixar passar e caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”, disse.
A MP do Frete foi editada pelo governo federal em março para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário. O texto torna obrigatório o registro das operações e prevê punições a quem contratar fretes abaixo dos valores mínimos fixados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).
De acordo com as lideranças sindicais dos caminhoneiros, há um “boicote” dentro do Senado organizado pelo setor patronal e pelo agronegócio contra a aprovação da MP.
O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 17 de junho, com algumas alterações feitas pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), a principal delas é a adição de um trecho que concede perdão financeiro a caminhoneiros, motoristas e empresas de transporte de cargas que foram punidos por participar de bloqueios de rodovias e manifestações após as eleições presidenciais de 2022.
Fonte: https://horadopovo.com.br/caminhoneiros-denunciam-boicote-de-alcolumbre-a-mp-do-frete/

