Os responsáveis pelo perfil Bastidor.PE, Rodrigo Santos Ambrósio e Fillipe Carlus Francisco Villar Jardim, recorreram ao Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para não entregar à Polícia Federal informações sobre a origem de uma fotografia de um suposto panfleto com ataques à governadora Raquel Lyra (PSD).
A decisão ocorre após a Justiça Eleitoral determinar que os responsáveis pelo perfil apresentassem à PF o arquivo original da imagem publicada em 30 de agosto. A medida faz parte de uma investigação para descobrir de onde veio a fotografia e se o panfleto mostrado na imagem chegou, de fato, a circular fisicamente.
Segundo informações divulgadas pelo Blog do Nill Júnior, os responsáveis pelo Bastidor.PE não entregaram o material dentro do prazo estabelecido pela Justiça. Entre os dados solicitados estavam o arquivo original da fotografia, metadados, informações sobre data e horário de criação, equipamento utilizado, eventual localização, histórico de alterações e programa usado para editar o arquivo.
A investigação começou depois que o perfil publicou uma imagem de um suposto panfleto com conteúdo ofensivo contra Raquel Lyra. A fotografia passou a circular nas redes sociais e provocou repercussão no cenário eleitoral de Pernambuco.
JUSTIÇA QUER SABER DE ONDE VEIO A IMAGEM
A principal questão investigada é simples: quem produziu a fotografia e como ela chegou ao Bastidor.PE?
A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal apurasse a origem da imagem e verificasse se o material retratado na fotografia realmente existiu como panfleto físico ou se poderia ter sido produzido ou manipulado digitalmente. A decisão também determinou a preservação de informações relacionadas ao portal e às plataformas digitais envolvidas.
A Frente Popular de Pernambuco, ligada à candidatura de João Campos (PSB), havia pedido ao TRE-PE que a origem da fotografia fosse investigada. Entre os questionamentos apresentados estão quem fez a imagem, onde e quando ela foi produzida e de que maneira chegou ao perfil que primeiro a publicou.
O caso ganhou importância porque, até o momento, a fotografia publicada pelo Bastidor.PE é apontada como o principal registro conhecido do suposto panfleto. A existência de exemplares físicos do material também passou a ser questionada.
Diante da determinação judicial, os responsáveis pelo Bastidor.PE ingressaram com um habeas corpus no TRE-PE. A defesa argumenta que a entrega dos arquivos e de informações armazenadas em equipamentos eletrônicos poderia levar à identificação de fontes jornalísticas.
Segundo a defesa, uma vez revelada a identidade de uma fonte, o sigilo não poderia ser recuperado. Por isso, o pedido busca impedir eventuais medidas de busca e apreensão e o acesso a aparelhos, arquivos ou comunicações que possam identificar pessoas que tenham fornecido informações ao portal.
Os advogados também pediram um salvo-conduto, mecanismo utilizado para evitar uma eventual prisão ou outra medida coercitiva relacionada à decisão de preservar o sigilo das fontes.
O habeas corpus ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral. Enquanto isso, a investigação sobre a origem da fotografia continua.
O objetivo da apuração é esclarecer se o panfleto realmente foi produzido e distribuído nas ruas, quem fez a fotografia e como o conteúdo chegou ao Bastidor.PE.
Até que a investigação seja concluída, não é possível afirmar quem produziu o material ou se houve fabricação ou manipulação da imagem. O ponto central do caso, neste momento, é justamente descobrir a origem da fotografia que deu início à controvérsia.
A defesa dos responsáveis pelo Bastidor.PE sustenta que a preservação do sigilo das fontes jornalísticas deve ser respeitada. Já a Justiça Eleitoral busca obter elementos que permitam esclarecer a origem e a autenticidade do conteúdo divulgado durante o período eleitoral.
Fonte: https://horadopovo.com.br/joao-campos-pede-investigacao-da-pf-sobre-cartaz-contra-raquel-lyra-e-site-nao-revela-origem-da-foto/

