Plenária das Centrais Sindicais reforça mobilização para garantir fim da escala 6×1 no Senado

As centrais sindicais CUT, CTB, Força Sindical, UGT, CSB, NCST, Intersindical e Pública Central do Servidor promoveram uma plenária nacional, na quarta-feira (22), para debater o fortalecimento da mobilização em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e acaba com a escala 6×1.

A plenária reuniu mais de 600 lideranças sindicais de todos os estados brasileiros em um amplo movimento unitário para pressionar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e os demais membros do Congresso, para que dê andamento à tramitação da PEC e paute a votação do texto que já foi aprovado na Câmara dos Deputados.

Os sindicalistas destacaram a importância de ampliar a pressão institucional sobre o Congresso Nacional assim que haja retorno das atividades legislativas, intensificar a mobilização nos estados, abrir um amplo leque de diálogo com parlamentares e ampliar a participação do conjunto da sociedade na defesa das propostas.

Representando a CTB Nacional, o secretário-geral Ronaldo Leite falou a importância da mobilização permanente e informou que, em reunião com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), o parlamentar manifestou apoio à proposta. “Ele se posicionou favorável ao fim da escala. É importante que sindicatos, federações e confederações garantam grandes atos na agenda definida pelo Fórum das Centrais”, afirmou.

Miguel Torres, presidente da Força Sindical, destacou que a aprovação do texto pela Câmara foi uma grande “conquista” e que agora “temos que procurar diálogo com todos os senadores, destacando os benefícios da aprovação da PEC”, afirmou.

Já o secretário de Relações Sindicais da Força, Geraldino dos Santos, defendeu ampliar a conscientização da sociedade sobre os benefícios da PEC, fortalecendo o apoio popular durante a tramitação da proposta no Senado.

O presidente da CSB, Antonio Neto, reforçou que “o momento exige diálogo, e não confronto”. “Precisamos convencer os parlamentares sobre a importância da nossa pauta e ampliar esse apoio. Após o recesso, vamos intensificar a mobilização, mas sem adotar uma postura de demonização do Congresso. A estratégia é organizar as atividades e conversar com todos os 81 senadores para conquistar mais apoio à proposta”, afirmou.

Os sindicalistas reforçam que diversos países já adotam jornadas reduzidas, reconhecendo que o equilíbrio entre trabalho, descanso e convivência familiar contribui para a melhoria da saúde, da produtividade e da qualidade de vida dos trabalhadores, sem comprometer o desenvolvimento econômico.

“Sempre que os trabalhadores conquistaram novos direitos, disseram que haveria desemprego ou prejuízos econômicos. A realidade mostrou exatamente o contrário. Trabalhadores mais saudáveis, motivados e com mais qualidade de vida também significam uma sociedade mais produtiva e um país mais desenvolvido”, afirmou João Domingos Gomes dos Santos, presidente da CSPB.

“Nossa estratégia é manter a mobilização permanente. Vamos ampliar a pressão sobre o Parlamento e dialogar com a sociedade para demonstrar que reduzir a jornada de trabalho e regulamentar a negociação coletiva representam avanços civilizatórios. A resposta dos trabalhadores também passa pela conscientização e pela valorização de representantes comprometidos com essas pautas”, enfatizou João Paulo Ribeiro, diretor de Relações Institucionais da CSPB.

Entre as ações definidas pelas centrais está um Dia Nacional de Mobilização, em 10 de agosto, com ações nas redes sociais, panfletagens e atividades públicas em defesa do fim da escala 6×1.

Fonte: https://horadopovo.com.br/plenaria-das-centrais-sindicais-reforca-mobilizacao-para-garantir-fim-da-escala-6×1-no-senado/