Além de emagrecer, canetas no SUS servem para reduzir custos e salvar vidas

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Canetas emagrecedoras serão distribuídas gratuitamente pelo SUS, visando combater a obesidade e reduzir custos com doenças crônicas

Por: José Osmando

Na semana passada, o Presidente Lula anunciou a disposição do seu Governo de oferecer canetas emagrecedoras(as conhecidas agonistas de GLP-1), como medida de tratamento para a obesidade e os inúmeros problemas que esse aumento de peso na população mais pobre do país vem causando.

As canetas, que estão em moda no mundo inteiro e que são apontadas por especialistas em saúde como um caminho seguro no combate à obesidade, serão distribuídas gratuitamente através do Sistema Único de Saúde, embora seu uso não seja ainda imediato, levando algum tempo para que sejam vencidas etapas burocráticas e orçamentárias.

A obesidade no Brasil afeta de forma expressiva as faixas de menor renda. Embora não exista um número absoluto único e atualizado que isole apenas os “mais pobres” em tempo real, dados de saúde pública mostram que o excesso de peso e a obesidade crescem de maneira rápida nas periferias e em famílias de baixa renda.  Cerca de 20% a 22% da população adulta no Brasil vive com obesidade, e mais de 50% apresenta excesso de peso.

Essa decisão do Presidente Lula, de levar as Canetas para o SUS, como é costume acontecer no Brasil, virou logo uma polêmica e se transforma em discussão raivosa, porque logo surgem aqueles que já estão habituados a subir no palanque toda vez, para condenar o estilo Lula de governar, baseado, conforme estes, nos gastos do dinheiro público de forma “irresponsável”, ferindo a “responsabildiade fiscal”.

Esses empedernidos combatentes da moralidade pública, defensores ardorosos do terrível teto de gastos, que reduz  e  até mesmo  impede investimentos em causas sociais, por mais relevantes que sejam à vida das pessoas, e a um mínimo de equilíbrio econômico e social no país, não conseguem enxergar que a obsidade vem se  tornando um grave problema entre as famílias mais pobres do Brasil.

Os estudos da Fundação Getúlio Vargas e pesquisa do IBGE  vêm mostrando de modo crescente, que a obsidade é um paradoxo que tem feito pessoas, famílias inteiras, a engordarem, tendo por causas irrregularidades em suas condições de nutrição, com a ausência cada vez maior de nutrientes saudáveis e a ingestão de multiprocessados, afetando sobretudo as populações mais pobres e alcançando especialmente  as mulheres.

A ingestão de alimentos extremamemente calóricos, mais baratos, como massas, açúcares, óleos, embutidos, no lugar de nutrientes essenciais e saudáveis, está trazendo junto com o aumento do peso, muitas doenças de natureza crônica, a exemplo do diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e inúmeras formas de cânceres. A projeção que hoje é feita dentro do SUS é de que a obsidade e as suas consequentes moléstias que carrega na sua esteira, impondo um custo estimado no Brasil,  relativo ao  sobrepeso e à obesidade,  saltou de um total de US$ 37,1 bilhões em 2019, para algo por volta e US$ 218,2  bilhões em 2026, podendo comprometer até 4,66% do PIB nacional em 2060.

Não enxergar a gravidade do que isso representa para a vida das pessoas, para o adoecimento grave e constante, para a redução das atividades do trabalho, da sobrecarga sobre as famílias e de comprometimento do fututo, significa ignorar complemamente o que se passa com os outros, e ligar-se unicamente nos seus interesses esclusivos, como os ricos fazem permanentemente ao defenderem os juros altíssimos que os brasileiros pagam aos bancos, todos eles controlados e regulados pela Faria Lima e pelas grandes organizações financeiras, quase todas multimarcas mundiais com sede no país.

Penso, ao contrário desses infelizes mas vitoriosos egoístas, que o Governo está adotando as medidas certas. É impossível conviver com uma situação de tanta dramaticidade e gravidade, sobretudo – se o mercado tem qualquer interesse em olhar para isso- porque atuar fortamente através do SUS para que a população brasileira interrompa essa caminhada inglória para a obesidade, sigifica contribuir de modo expresso para reduzir os custos de medicamentos reservados para as doenças que esse aumento desordenado de peso despeja nas pessoas, diminundo os custos de internação hospitalar, de cirurgias, de paralização das atividades do trabalho, de ausência frequente aos  seus empregoss e de muitas mortes que a obesidade tem gerado no país.

O Governo Lula demonstra entender que a obesidade está profundamente entrelaçada com questões sociais e econômcas crônicas, que inclui a influência nefasta de setores da indústria da alimentação, causando além do peso, mas sobretudo por ele, um estigma intolerável à vida das pessoas,  que depois de obesas viram muitas vezes vítima de preconceito e ridicularização abjeta.

Assim, os problemas mentais, psicológicos, também são agravados e incorporados à vida de muitas pessoas. Tratata-se um uma doença crônica, que precisa ser tratada com seriedade e objetividade,  o que finalmente, o Presidente Lula parece ter resolvido enfrentar.