Foto: Luiz Brandão –
Governador do Piauí rebate especulações sobre ida para o governo federal e afirma que participação na campanha do 2º turno foi “restrita à disputa eleitoral”; ele também diz desconhecer agenda de visita presidencial ao estado
O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), voltou a negar, nesta quinta-feira (29), que tenha recebido convite ou conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a possibilidade de assumir o Ministério da Fazenda ou outro cargo no governo federal a partir de janeiro de 2027.
Em publicação nas redes sociais, Fonteles classificou as especulações como infundadas e afirmou que sua participação na campanha presidencial se limitou à contribuição eleitoral, especialmente no segundo turno.
“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o presidente Lula ou com qualquer outra pessoa sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica”, declarou.
O governador também negou informações de que Lula visitaria o Piauí na próxima semana para formalizar um possível convite.
Participação na campanha presidencial
Fonteles destacou sua contribuição para a campanha de Lula no segundo turno, quando participou da articulação da comunicação e da estratégia digital do candidato petista na disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).
O governador afirmou estar satisfeito por ter contribuído para a vitória de Lula, destacando a importância do resultado para a democracia, a soberania nacional e os direitos sociais.
Reeleito em 4 de outubro de 2026, com 70,90% dos votos válidos, Fonteles obteve a maior votação proporcional do país. No segundo turno presidencial, o Piauí também registrou a maior votação proporcional para Lula, com 75,88% dos votos.
Permanência no governo do Piauí
Em declarações anteriores, Fonteles já havia descartado deixar o governo estadual para assumir um ministério. Segundo ele, o assunto nunca foi discutido e não existe motivo para considerar essa possibilidade.
O governador reafirmou a intenção de ser diplomado e tomar posse para seu segundo mandato no Piauí. Uma eventual ida para o governo federal exigiria sua renúncia ao cargo, permitindo que o vice-governador eleito, Washington Bandeira (PT), assumisse o comando do Estado.


