A chegada do A20 Pro, novo chip de 2 nanômetros da Apple, mostra uma mudança na corrida pela inteligência artificial (IA), que leva cada vez mais processamento para os próprios dispositivos. A evolução dos semicondutores permite combinar mais capacidade computacional e eficiência energética em espaços reduzidos, abrindo caminho para executar modelos e recursos de IA com menor dependência da nuvem.
Além disso, fabricado com a litografia de 2 nanômetros da TSMC, o A20 Pro traz CPU de seis núcleos, GPU de sete núcleos e 50% mais largura de banda de memória em relação ao A19 Pro. A Apple afirma que a nova GPU entrega desempenho até 40% superior ao da geração anterior.
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O salto mais diretamente ligado à IA está no Dual Neural Engine, que reúne 32 núcleos dedicados a esse tipo de processamento local. A estrutura dobra o número de núcleos do Neural Engine e amplia a capacidade do dispositivo de executar cargas de IA localmente.
2 nm ampliam espaço para IA em chips
A redução da litografia do chip de 2 nanômetros é uma das peças dessa evolução. Processos mais avançados permitem aumentar a densidade de transistores e buscar ganhos de desempenho e eficiência energética dentro das limitações físicas de um smartphone.
Além disso, essa relação é especialmente importante para IA. Diferentemente de uma execução em data centers, dispositivos móveis precisam equilibrar capacidade computacional com consumo de bateria e geração de calor. Quanto maior a eficiência do chip, mais recursos de IA podem funcionar localmente sem comprometer a autonomia ou o desempenho.
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IA avança da nuvem para o dispositivo
Ao ampliar a capacidade dedicada à IA, a Apple reforça uma arquitetura na qual o processamento é dividido entre o dispositivo e a nuvem. Recursos compatíveis podem ser executados diretamente no aparelho, enquanto tarefas que demandam maior capacidade computacional podem recorrer ao Private Cloud Compute.
O processamento local pode trazer vantagens como menor latência, funcionamento de determinados recursos sem conexão constante e maior eficiência energética e redução da quantidade de dados que precisa deixar o dispositivo. A abordagem também ganha relevância para aplicações corporativas nas quais privacidade e controle sobre informações são requisitos importantes.
Isso não necessariamente significa eliminar a nuvem. A tendência é de uma arquitetura híbrida, na qual o dispositivo e infraestrutura remota assumem diferentes cargas de acordo com a complexidade, consumo de energia e requisitos de privacidade.
Desempenho também depende de calor e memória
A evolução do processamento local exige mudanças além da própria litografia. No A20 Pro, a Apple aumentou a largura de banda de memória e redesenhou o empacotamento do chip para melhorar a dissipação térmica e o gerenciamento térmico.
O silício trabalha em conjunto com uma nova câmara de vapor, projetada para permitir que o dispositivo sustente cargas computacionais mais intensas por períodos maiores sem reduzir o desempenho devido ao aquecimento.
A combinação de litografia mais avançada, aceleradores dedicados, memória e gerenciamento térmico mostra como a disputa pela IA se estende à arquitetura dos dispositivos. À medida que modelos se tornam menores e chips ganham capacidade, parte da corrida deixa de acontecer exclusivamente nos data centers e passa também pelo hardware que usuários carregam no bolso.
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Fonte: https://itforum.com.br/apple-chip-2nm-ia-local/

