Ao longo da história, toda grande revolução tecnológica começou da mesma forma: primeiro admiramos a tecnologia. Depois aprendemos a utilizá-la. E, por fim, percebemos que o verdadeiro impacto nunca esteve na inovação pura, mas na forma como ela transforma a sociedade. Foi assim com a eletricidade. Foi assim com a internet. Foi assim com a computação em nuvem. Com a inteligência artificial (IA) não será diferente.
Vivemos um momento de entusiasmo sem precedentes. Novos modelos surgem diariamente, investimentos batem recordes e empresas aceleram seus planos de adoção. Mas, enquanto grande parte do mercado ainda discute qual será a IA mais poderosa, acredito que a pergunta realmente importante é outra. Quem conseguirá transformar inteligência artificial em resultado concreto para o negócio? Essa será a verdadeira vantagem competitiva da próxima década.
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A inteligência artificial caminha rapidamente para deixar de ser um diferencial tecnológico. Em pouco tempo, estará disponível para praticamente todas as empresas. Assim como aconteceu com a internet e com a nuvem, a tecnologia se tornará acessível. O diferencial deixará de ser o acesso e passará a ser a capacidade de gerar valor.
É por isso que acredito que estamos entrando na era das aplicações inteligentes. O futuro não será definido pelos modelos de IA isoladamente. Será definido pela capacidade de integrar essa inteligência aos processos que movimentam uma organização.
IA em números
Os números mostram a dimensão dessa transformação. Segundo a IDC, o Brasil deverá movimentar US$ 4,2 bilhões em investimentos em IA em 2026*. Mas existe uma verdade frequentemente esquecida: não existe IA sem infraestrutura, dados confiáveis, segurança, governança e soberania digital.
A próxima grande transformação já começou e atende pelo nome de IA agêntica. Estamos saindo de um mundo em que a IA apenas responde perguntas para outro em que ela executa tarefas completas. Quanto maior a autonomia, maior deve ser a confiança. Na Oracle, acreditamos que a inteligência artificial deve nascer nas aplicações de negócios, utilizando o mesmo contexto, as mesmas permissões e os mesmos mecanismos de governança que sustentam as operações das empresas. Assim, a IA deixa de ser um experimento e passa a gerar valor real.
Durante décadas, acreditamos que a tecnologia seria o principal fator de diferenciação entre empresas. Hoje, percebemos que ela é apenas o ponto de partida. O que realmente diferencia as organizações é sua capacidade de transformar tecnologia em decisões melhores, processos mais inteligentes, experiências mais relevantes e resultados concretos.
No fim, a inteligência artificial não substituirá a liderança. Ela exigirá uma liderança melhor. A história mostra que nenhuma revolução tecnológica foi definida pela tecnologia em si. Ela sempre foi definida pelas escolhas humanas. Tecnologia cria possibilidades. Pessoas que criam valor. E, na era da inteligência artificial, essa continuará sendo a maior vantagem competitiva de todas.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/especial-it-forum-35-anos-aplicacoes-inteligentes/


