Pesquisa da Capgemini revela que habilidades em inteligência artificial (IA) se tornaram requisito central para a progressão de carreira em cargos de liderança. No Brasil, 72% dos líderes, entre homens e mulheres, concordam que a fluência em IA é fundamental para avançar hierarquicamente nas organizações.
Os dados fazem parte do relatório “Gênero e liderança: Navegando por preconceitos, oportunidades e mudanças”, publicado pela Capgemini. O estudo ouviu 2.750 líderes em 11 países e nove setores-chave, com o objetivo de mapear como a equidade na liderança pode se traduzir em impacto para os negócios.
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Líderes mulheres e habilidades em IA
Entre as líderes mulheres no Brasil, os dados mostram que a relação com a tecnologia já é parte central do perfil profissional. Conforme a pesquisa, 50% delas citam a análise de dados como principal ponto forte. Já as habilidades com IA e automação são destacadas por 43%, e a inovação e antecipação de tendências, por 42%.
O estudo aponta que as competências e a agilidade em IA se consolidam como as principais capacidades de liderança críticas para as organizações, tanto no presente quanto no futuro. A conclusão do relatório é que o domínio técnico precisa ser incorporado formalmente nos programas de desenvolvimento de liderança, com a aprendizagem de tecnologia funcionando como o principal catalisador de oportunidades de carreira.
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O risco de um novo funil de exclusão
A diretora de marketing da Capgemini Brasil, Natalia Zimerfeld, diz que o avanço tecnológico exige uma revisão profunda dos modelos de liderança, mas também traz riscos. “Estamos vivendo um momento de grande virada, impulsionado por inovação, tecnologia e pela adoção acelerada de IA. Isso nos obriga, como organizações e como sociedade, a repensar modelos, estruturas e formas de liderar”, afirma.
Zimerfeld observa que a centralidade da IA na liderança pode criar novas barreiras se não houver atenção deliberada à inclusão. “À medida que a IA se torna central para a liderança, precisamos garantir que o avanço tecnológico não crie um novo funil de exclusão. É preciso democratizar competências e corrigir distorções que vêm de estereótipos, não de capacidade. Vamos precisar de pessoas preparadas para atuar nessa nova realidade, com diferentes perspectivas, repertórios e experiências”, diz.
A amostra da pesquisa inclui 1.375 mulheres, 1.372 homens e três líderes não binários. Por conta da representação limitada desse último grupo, as conclusões quantitativas do relatório se basearam apenas nas respostas de líderes homens e mulheres.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/habilidades-ia-cruciais-lideranca/


