Na última quarta-feira (14), o diretor de experiências e operações da 99Pay, Bruno Lodo, detalhou a estratégia da fintech durante o 99Tech Summit, com foco em uma proposta que vai além do crédito, visando integrar serviços financeiros ao cotidiano dos usuários de forma quase imperceptível.
“Um usuário da 99Pay não acorda já pensando que precisa pegar um empréstimo. Por isso, a conta busca se conectar ao dia a dia dos usuários”, afirma Lodo. Para ele, a lógica do crescimento passa necessariamente pela geração de valor: “Uma empresa de serviços financeiros não cresce se não gerar valor para o usuário: oferecer produtos que façam sentido, construir uma jornada com o menor número possível de problemas e, em caso de falha, ter uma solução que encante”.
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O que muda com a licença do Banco Central
A 99Pay apresentou a novidade de duas licenças concedidas recentemente pelo Banco Central, uma de pagamentos e outra de sociedade de crédito. A segunda abre um conjunto de possibilidades operacionais que antes estavam fora do alcance da empresa.
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“A nova licença abre possibilidades, como movimentar o dinheiro como os bancos fazem, além de controles, operações internas e regras. Passa a existir a garantia do fundo garantidor, o que muda o que a 99Pay pode agregar ao usuário e também a governança”, revela Lodo. O executivo explica que o licenciamento também amplia o horizonte de produtos: “Essa licença permite ampliar as soluções de investimento. Para os próximos três anos, a ideia é ter uma pipeline de possibilidades para o B2B”. A síntese da estratégia, nas palavras de Lodo, é que “a 99Pay não é o fim, é o meio”.
Ecossistema 99 como diferencial competitivo
A personalização da jornada financeira é outro eixo da estratégia e se apoia diretamente no ecossistema da 99. O diretor ainda explica que a fintech usa os dados e a relação com motoristas, por exemplo, para antecipar quais produtos fazem sentido e descartar os que não fazem. O cartão de crédito está nessa segunda categoria, “hoje, não faz sentido para a 99Pay incluir o uso de cartão no nosso serviço”, explica.
O Open Finance entra nessa equação como mecanismo de nivelamento competitivo. “A implementação do Open Finance coloca nossa estratégia em pé de igualdade com instituições de anos de mercado, porque dá ao usuário o poder de escolha e redistribui o poder entre todas as instituições financeiras”, diz Lodo.
Inteligência artificial e a tecnologia invisível
No atendimento, agentes de inteligência artificial (IA) já operam na 99Pay. A empresa planeja evoluir o modelo a partir do chatbot atual, com foco em uma experiência que ela mesma define como ideal. A eficiência organizacional e a frente de riscos, desenvolvida em parceria com a Único, completam a agenda tecnológica.
Para Lodo, o critério que valida cada avanço tecnológico é a invisibilidade: “O objetivo é gerar valor para o usuário, sempre garantindo a segurança. Se tudo isso acontece, significa que aquela tecnologia, que aos olhos dos usuários parece invisível, está no caminho certo”.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/ia-invisivel-chave-99pay-expandir/


