O mercado brasileiro de inteligência artificial (IA) chegou a um ponto de inflexão. Empresas que antes experimentavam a tecnologia agora enfrentam o desafio de convertê-la em resultados consistentes, e a Leega Consultoria defende que o fator decisivo nessa transição é a capacidade de orquestração, não a sofisticação da ferramenta em si.
Para a consultoria, com mais de 20 anos de atuação em transformação digital, o avanço sustentável da inteligência artificial (IA) nas organizações depende de cinco pilares: governança, arquitetura tecnológica, letramento, gestão do marketplace de IA e alinhamento entre as áreas de negócio e tecnologia.
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Obstáculos à escala da IA
Os principais entraves identificados pela Leega no mercado são a ausência de modelo de gestão estruturado, o desalinhamento entre as equipes de negócio e as de tecnologia, o uso pouco integrado dos dados corporativos e a falta de critérios claros para medir resultados. Juntos, esses fatores comprometem o retorno dos investimentos em IA.
“A IA precisa ser tratada como uma competência da organização, e não como um projeto isolado. Quando existe um modelo de gestão consistente, as empresas conseguem evoluir continuamente, medir resultados e ampliar o uso da tecnologia com muito mais segurança”, explica Renata Serra, head de inteligência artificial da Leega Consultoria.
A aproximação entre as áreas de negócio e as equipes de desenvolvimento de soluções de IA é outro ponto considerado essencial pela consultoria. Segundo a Leega, esse alinhamento reduz retrabalho, evita investimentos em iniciativas com baixo potencial de retorno e permite acompanhar continuamente os resultados de cada projeto.
Modelo de suporte da Leega
Para apoiar as empresas nesse processo, a Leega oferece um conjunto integrado de serviços que abrange consultoria estratégica, gestão e arquitetura tecnológica, criação de gateway de IA, implementação de soluções, controle de custos, mensuração de retorno sobre o investimento (ROI) e adoção das ferramentas na organização. O objetivo é estruturar modelos de implementação capazes de reduzir riscos, aumentar a confiabilidade das aplicações e tornar a IA uma capacidade permanente nas empresas.
Renata afirma que o cenário atual exige mais do que adotar ferramentas. “As empresas entenderam o potencial da IA. O desafio deixou de ser experimentar a tecnologia e passou a ser incorporá-la ao negócio, com governança, segurança e foco em resultado. Sem essa estrutura, muitos projetos permanecem na fase de testes e não conseguem gerar impacto real e consistente”, diz ela.
Próxima fronteira da IA corporativa
Para a Leega, o mercado brasileiro vive um momento de transição. Depois de um ciclo marcado pela experimentação, as organizações começam a estruturar iniciativas com capacidade de sustentar a tecnologia em larga escala. Nesse cenário, as que investirem em governança, gestão, arquitetura tecnológica e capacitação tendem a obter vantagem competitiva nos próximos anos.
“No futuro, a diferença entre as empresas não estará em quem utiliza inteligência artificial, mas em quem consegue operá-la com escala, governança e foco no negócio. É essa maturidade que deve separar as organizações líderes daquelas que continuarão limitadas a iniciativas pontuais”, afirma Renata.
Para Renata, as organizações precisam ir além do uso de agentes para operações de backoffice e considerar o impacto de longo prazo da IA sobre modelos de liderança, trabalho, consumo e aquisição de produtos e serviços.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/ia-no-brasil-chega-a-ponto-de-inflexao/

