A Netflix anunciou nesta quarta-feira (14) o corte de aproximadamente 6% de seus funcionários, o que representa cerca de 1.000 demissões. As informações foram divulgadas por um memorando interno. A notícia foi reportada originalmente pela The Wall Street Journal. Os desligamentos vão atingir principalmente as equipes de produto, tecnologia, jurídico e recursos humanos.
Em comunicado enviado aos funcionários, os co-presidentes executivos da empresa, Ted Sarandos e Greg Peters, afirmaram que a missão da companhia exige escolhas direcionadas. “Nossa missão, entreter o mundo, é ambiciosa, e cumpri-la exige que sejamos disciplinados sobre onde priorizamos nosso pessoal e nossos recursos” escrevem os executivos. “Nosso negócio é sólido e está crescendo, e seguimos no caminho para entregar nossa previsão anual. Continuaremos a investir de forma agressiva em áreas de alto impacto para melhorar nosso serviço e impulsionar ainda mais o crescimento e a inovação.”
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Contexto das demissões
O anúncio ocorre poucas semanas depois de Sarandos ter dito a participantes da conferência Bloomberg Screentime que a companhia “não estava crescendo tão rápido quanto eu quero”. A Netflix não forneceu comentários adicionais além do memorando dos co-presidentes.
A empresa enfrenta um paradoxo nos últimos meses: segue registrando lucros sólidos e é o maior nome do streaming mundial, mas o tempo de visualização na plataforma se estabilizou. Os principais motores de aquisição de novos assinantes têm sido o combate ao compartilhamento de senhas e o lançamento de um plano mais barato com anúncios.
Concorrência e perda de tração
No horizonte competitivo da companhia, o YouTube representa a principal ameaça imediata. Já a fusão entre Paramount e Warner Bros. Discovery projeta uma combinação das plataformas de streaming das duas empresas, o Paramount+ e o HBO Max (agora rebatizado de Max).
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A Netflix diversificou seus conteúdos nos últimos anos, expandindo para esportes ao vivo, documentários e jogos eletrônicos. Mesmo assim, a plataforma não tem conseguido repetir o fenômeno de séries como Stranger Things e Round 6, que antes impulsionavam o crescimento de assinantes e o engajamento.
A companhia não é a única do setor a reduzir custos. No mês anterior ao anúncio, a Disney comunicou o corte de cerca de 300 funcionários, com a maioria dos desligamentos concentrados nas áreas de recursos humanos e tecnologia.
Segundo o The Wall Street Journal, a Netflix deve divulgar seus resultados trimestrais em 20 de outubro.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/netflix-demite-mil-funcionarios-e-reorganiza-equipe/


