A Belvo lançou um programa de acesso gratuito ao Open Finance voltado a startups brasileiras em estágio inicial. A iniciativa disponibiliza R$ 25 mil em créditos da plataforma para que as empresas possam incorporar a tecnologia a seus projetos durante seis meses, sem necessidade de investimento inicial.
O programa é uma resposta direta ao crescimento acelerado do ecossistema de Open Finance no Brasil. Segundo o painel oficial do Open Finance Brasil, o número de consentimentos ativos para compartilhamento de dados chegou a 269,06 milhões em setembro de 2026, ante 111,22 milhões no mesmo mês de 2025, alta de aproximadamente 142% em um ano. O ecossistema reúne mais de 300 participantes no país.
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Critérios de participação
Podem se candidatar startups sediadas no Brasil com até 250 usuários que ainda não sejam clientes da Belvo. Empresas que ainda não utilizam Open Finance, mas que estejam construindo ou planejando desenvolver soluções com a tecnologia, também estão aptas a participar.
As candidaturas passam por duas etapas de avaliação: inscrição e apresentação de pitch do projeto. A Belvo seleciona as iniciativas com maior potencial de aplicação do Open Finance. O número de vagas é limitado, e a inscrição não garante participação.
O que os créditos cobrem
Os R$ 25 mil em créditos podem ser aplicados em conexões, acesso a dados e serviços de enriquecimento de dados financeiros. As startups selecionadas também recebem acesso às interfaces de programação de aplicações (API) de Open Finance da Belvo, além de sandbox, documentação e guias de integração pelo período de seis meses.
“O acesso à tecnologia não deve ser uma barreira para quem está começando a construir um negócio. Com essa iniciativa, queremos contribuir para democratizar o Open Finance e dar às startups mais condições de explorar seu potencial, entendendo como os dados financeiros podem ajudá-las a desenvolver soluções mais adequadas às necessidades de seus clientes”, afirma o diretor financeiro da Belvo, Leandro Piano.
Piano observa que a proposta vai além do uso pontual da tecnologia. “A lógica do programa também muda a forma como o Open Finance pode entrar na construção de um produto. Em vez de aparecer apenas como uma etapa complementar, como uma ferramenta de verificação de identidade do cliente (KYC) ou uma funcionalidade adicionada ao final do desenvolvimento, a proposta é utilizar dados financeiros desde o início da tomada de decisão”, explica.
Open Finance no centro do negócio
O programa da Belvo busca estimular o surgimento de empresas que a própria companhia chama de Open Finance-first; negócios que nascem com a tecnologia no centro de suas operações. Um exemplo citado é a Aro, que combina dados do Open Finance com informações de bureaus de crédito para aprimorar a análise de risco e ampliar o acesso ao crédito.
Após o período de seis meses, as startups que decidirem continuar utilizando a infraestrutura da Belvo podem migrar para um plano pago. As condições para essa continuidade são apresentadas e acordadas antes da entrada no programa.
As inscrições estão abertas. A Belvo é a principal plataforma de dados e pagamentos via Open Finance da América Latina e, segundo a empresa, a instituição não financeira com mais consentimentos ativos no Brasil, mais de 26 milhões. Fundada em maio de 2019 por Pablo Viguera e Oriol Tintoré, a companhia já captou US$ 71 milhões em investimentos e atua com cerca de 200 clientes na região.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/open-finance-brasil-belvo-impulsiona-startups/

