A Faculdade Sírio-Libanês firmou um acordo de colaboração com a Stanford University, dos Estados Unidos, para estudar a aplicação da inteligência artificial (IA) na educação médica. A parceria, inédita entre instituições de ensino brasileiras, inclui o acesso à plataforma Clinical Mind AI, que usa a tecnologia para simular interações clínicas. A ferramenta permite criar e explorar casos que reproduzem situações reais de atendimento a pacientes. Na prática, os estudantes analisam casos clínicos e exercitam a tomada de decisão em diferentes cenários, em um ambiente interativo de aprendizagem.
A experiência também poderá gerar informações para que os professores avaliem de que maneira ferramentas de IA podem ser incorporadas às práticas educacionais da instituição.
As melhores notícias de tecnologia B2B
Acompanhe todas as novidades diretamente na sua caixa de entrada
O acordo prevê ainda o desenvolvimento de pesquisas sobre o uso da tecnologia na formação de futuros médicos, criando uma estrutura para que as duas instituições desenvolvam novas frentes de pesquisa ao longo da parceria, com possibilidade de publicação conjunta dos resultados.
Leia mais: Blip mira 50% de mulheres na liderança até 2030
“Participar de uma iniciativa como essa, em colaboração com a Stanford University, também fortalece nossa vocação para pesquisa e inovação em educação médica, permitindo que docentes e estudantes contribuam ativamente para a construção e avaliação de novas formas de ensinar e aprender Medicina”, afirmou a gerente de Ensino da Faculdade Sírio-Libanês, Denise Greff.
Pesquisa piloto com cinco docentes
A primeira iniciativa da parceria será um estudo piloto sobre a viabilidade e a aceitação da plataforma no ensino de medicina. Cinco docentes da Faculdade Sírio-Libanês participarão da pesquisa. A Stanford University será responsável pela condução do estudo, pela coleta e análise dos dados e pela produção dos resultados científicos.
O estudo analisará aspectos como a precisão das simulações de pacientes e a usabilidade da ferramenta. A pesquisa também avaliará eventuais barreiras à adoção da plataforma e os indicadores que os professores consideram relevantes para aferir o raciocínio clínico dos estudantes.
O coordenador do curso de Medicina da Faculdade Sírio-Libanês, Christian Valle Morinaga, explica o objetivo da iniciativa: “Mais do que incorporar inteligência artificial ao ensino, nosso objetivo é investigar de forma crítica e responsável como essa tecnologia pode contribuir para a formação de médicos cada vez mais preparados para lidar com a complexidade da prática clínica. A tecnologia não substitui o professor, o contato com o paciente ou a experiência assistencial; ela amplia as oportunidades de treinamento, reflexão e desenvolvimento do estudante”.
Siga o IT Forum no LinkedIn e fique por dentro de todas as notícias!
Fonte: https://itforum.com.br/noticias/sirio-libanes-parceria-stanford/

