A Tivit, multinacional do Grupo Almaviva, registrou crescimento de 20% em projetos de nuvem privada, ambientes dedicados e modelos de cloud-at-customer nos últimos 12 meses. O avanço tem maior tração em workloads críticos, regulados ou intensivos em dados, segundo a companhia.
Para a Tivit, o resultado reflete uma mudança no critério de decisão das empresas sobre onde cada workload deve operar. Além de escala e velocidade de provisionamento, fatores como previsibilidade de custos, soberania de dados, baixa latência, segurança, governança e suporte a projetos de inteligência artificial (IA) passaram a integrar essa avaliação.
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“A nuvem pública segue essencial para elasticidade, velocidade de provisionamento e acesso rápido a serviços nativos. Mas existem workloads em que previsibilidade de custo, baixa latência, proximidade dos dados, soberania e performance mais determinística passam a ter um peso maior na decisão. Mais do que uma discussão de custo, é uma discussão sobre controle, risco e valor entregue”, diz Carlos Maia, diretor de Cloud Solutions da Tivit.
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Plataforma, não infraestrutura
Segundo a Tivit, a nuvem privada oferecida pela companhia se diferencia de modelos tradicionais centrados em hardware, silos operacionais e provisionamento manual. A estrutura é construída como plataforma, com catálogo de serviços, APIs, automação, políticas de governança, transparência de custos e capacidade de rodar aplicações legadas e modernas no mesmo ambiente.
A cloud privada da Tivit opera integralmente sob a legislação brasileira, com dados armazenados em território nacional, operação realizada por equipes locais, aplicação direta da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e governança alinhada a ambientes que exigem alta disponibilidade, rastreabilidade e baixa tolerância a falhas.
Esse perfil de demanda aparece com mais força entre clientes que lidam com dados sensíveis, aplicações críticas, baixa latência, analytics estratégicos e informações proprietárias. Embora setores regulados estejam entre os mais aderentes ao modelo, a companhia observa avanço também em organizações nas quais previsibilidade, continuidade operacional e controle sobre os dados se tornaram vantagens competitivas.
Papel da inteligência artificial
Segundo a Tivit, a inteligência artificial adiciona uma camada prática a essa análise, especialmente em projetos que envolvem dados proprietários, inferência contínua e uso de GPUs. Nesse cenário, o custo não depende apenas da capacidade computacional, mas da arquitetura como um todo: rede, armazenamento, segurança e operação precisam estar integrados para que o investimento entregue valor.
Para a companhia, esse avanço exige que a nuvem privada seja operada como plataforma, e não como infraestrutura reativa. Na prática, isso envolve observabilidade, automação, governança e modelos de sustentação capazes de prever e mitigar problemas, reduzir incidentes, acelerar respostas e garantir disponibilidade em ambientes críticos.
“A melhor resposta nem sempre está em um único ambiente. Em muitos casos, ela está na combinação entre nuvem pública, privada e arquiteturas híbridas, com uma análise técnica e de negócio para definir o ambiente mais adequado para cada aplicação. Essa mudança coloca arquitetura, governança e valor de negócio no centro da decisão”, afirma Maia.
O executivo acrescenta que essa discussão tem chegado mais rápido ao C-level por envolver custo, risco, soberania, continuidade operacional e capacidade de escalar tecnologia com governança. Para a Tivit, as empresas que avançarem mais rápido serão as capazes de transformar infraestrutura em plataforma, com catálogo de serviços e governança integrados.
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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/tivit-cresce-20-projetos-nuvem-privada-ia/

