A história dos videogames é o tema da exposição Player 1, em cartaz até 20 de setembro no Farol Santander, em São Paulo. Reunindo 115 peças do acervo de Alex Mamed, o maior colecionador de games do Brasil, a mostra traça uma linha do tempo que atravessa mais de cinco décadas da indústria, dos primeiros consoles domésticos às tecnologias atuais de realidade virtual.
Com curadoria de Antonio Curti e direção de Felipe Sztutman, a exposição está organizada em cinco núcleos que acompanham a evolução tecnológica dos videogames e sua influência sobre o entretenimento, o design, a arte digital e a cultura contemporânea. Ao todo, estão expostos 53 consoles domésticos, 23 videogames portáteis, 29 acessórios e controles, sete mini consoles e três itens únicos.
Acervo que preserva a memória dos videogames
O ponto de partida da exposição é o trabalho de preservação desenvolvido por Alex Mamed ao longo de quase três décadas. Reconhecido por sete anos consecutivos como o maior colecionador de videogames do Brasil, ele reuniu milhares de itens que documentam diferentes fases da indústria. Hoje, seu acervo é referência para pesquisadores e iniciativas dedicadas à preservação da memória dos videogames.
O percurso vai do Magnavox Odyssey, lançado em 1972 e considerado o primeiro console doméstico do mundo, ao Nintendo Switch 2, apresentado em 2025. Também fazem parte da mostra aparelhos como Atari 2600, Nintendo Entertainment System (NES), Super Nintendo, Mega Drive, PlayStation, Nintendo 64, Dreamcast, Xbox, Nintendo Wii e PlayStation 5.
A mostra evidencia como diferentes empresas buscaram responder aos desafios tecnológicos de cada época, impulsionando avanços relacionados a processamento gráfico, conectividade, armazenamento de dados, interfaces de controle e experiências imersivas que influenciam a indústria até hoje.

A revolução dos portáteis e das novas formas de jogar
A evolução dos videogames portáteis ganha um espaço próprio na exposição. Do pioneiro Game & Watch ao Game Boy, passando por PSP, Nintendo DS, PS Vita, Steam Deck e PlayStation Portal, o núcleo revela como os jogos deixaram de estar restritos à sala de casa para acompanhar seus usuários em qualquer lugar.
A mostra também dedica atenção especial aos acessórios que transformaram a forma de interação entre jogadores e máquinas. Entre eles estão itens como o robô R.O.B., a futurista Power Glove, os bongôs de Donkey Konga, a guitarra de Guitar Hero, o sensor de movimento Kinect e o Microsoft Adaptive Controller, considerado um marco na ampliação da acessibilidade nos videogames.

Raridades, experimentos e peças cultuadas
A seleção inclui objetos raramente vistos, como projetos experimentais e equipamentos que tiveram circulação limitada. É o caso do Nintendo Hotel System, criado para aluguel de jogos em hotéis japoneses; do Super Famicom Naizou TV SF1, que combinava videogame e televisão em um único aparelho; e do Divers 2000 CX-1, híbrido de televisão, Dreamcast e sistema de áudio.
Outros exemplos incluem o Virtual Boy, uma das primeiras tentativas da Nintendo de criar experiências tridimensionais; o Apple Pippin, resultado da breve passagem da Apple pelo mercado de videogames; e o Zeebo, console desenvolvido no Brasil pela Tectoy em parceria com a Qualcomm. Lançado em 2009, o aparelho apostava na distribuição digital de jogos por redes móveis em um período em que os downloads ainda não eram o principal modelo da indústria.
Interatividade e experiências inéditas
Além dos objetos históricos, a exposição inclui instalações interativas desenvolvidas pela AYA Studio. Em RUSH, quatro televisores de tubo empilhados apresentam desafios inspirados em mecânicas clássicas dos videogames. Já DRIFT transforma os movimentos do visitante em comandos para um jogo projetado no espaço: deslocamentos laterais e a abertura dos braços acionam as interações.

A ambientação da mostra foi concebida a partir de elementos associados ao universo dos videogames, utilizando iluminação em LED, contrastes cromáticos e identidades visuais específicas para cada núcleo expositivo.

Serviço
Exposição Player 1
Onde? 22º andar do Farol Santander – Rua João Brícola, 24, Centro – São Paulo (SP).
Quando? Até 20 de setembro; de terça a domingo, das 9h às 20h.
Quanto? R$ 45 (inteira) e R$ 22,50 (meia).
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Fonte: https://viagemeturismo.abril.com.br/brasil/exposicao-em-sao-paulo-conta-a-historia-dos-videogames/

