Vorcaro diz que ficaria “desconfortável” em firmar delação com a PF

Daniel Vorcaro com terno escuro e camisa branca. Foto: Reprodução

O banqueiro Daniel Vorcaro afirmou ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que se sente “desconfortável” em apresentar uma nova proposta de delação premiada por ter mantido uma relação “cordial” com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Vorcaro associou o impasse à participação de Rodrigues em eventos relacionados ao banco. “Entrou o advogado novo, a gente queria construir uma nova colaboração, me sinto desconfortável de propor uma colaboração, em que a gente tem um diretor da Polícia Federal, com quem eu tinha… um diretor‐geral com quem eu tinha uma relação. Que frequentou eventos, que participou de todo esse crescimento do banco e relação de eventos de participação em que ele esteve presente em diversas outras situações que eu gostaria de narrar. Não tem a menor chance disso se viabilizar e dar certo”, declarou.

Em outro trecho, o banqueiro questionou a possibilidade de a PF analisar informações que, conforme sua versão, envolveriam integrantes da própria corporação. “Pelo meu entendimento, não há possibilidade de eu prestar uma colaboração cujos fatos envolvam as pessoas que estão escutando a corroboração”, afirmou.

A audiência ocorreu em 27 de agosto de 2026 e durou cerca de uma hora e 40 minutos. Um juiz do gabinete de Mendonça conduziu o procedimento no Supremo.

Andrei Rodrigues, diretor da Polícia Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Andrei Rodrigues nega proximidade com Vorcaro

Nenhum integrante da Polícia Federal participou da audiência. A ausência da corporação permitiu que Vorcaro apresentasse suas alegações diretamente ao gabinete do ministro.

Andrei Rodrigues negou uma relação de proximidade com o banqueiro. O diretor-geral da PF afirmou a interlocutores que esteve com Vorcaro apenas uma vez.

Ao responder especificamente sobre Rodrigues, Vorcaro classificou o contato entre os dois como uma “relação cordial”. Ele acrescentou que a convivência “não chegou a ser uma amizade”.

Vorcaro também alegou que sofreu ameaças enquanto esteve preso. Segundo seu depoimento, os episódios teriam relação com a proximidade que afirmou manter, nos dois anos anteriores, com o “núcleo de poder atual, incluindo a própria Polícia Federal”.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/vorcaro-diz-que-ficaria-desconfortavel-em-firmar-delacao-com-a-pf-entenda/