Relatório aponta 8 obstáculos para empresas escalarem IA em operações

Relatório da Ecosistemas Global aponta oito obstáculos que impedem empresas de levar projetos de inteligência artificial (IA) do estágio de piloto para operações em escala. O documento também propõe um índice de maturidade em IA e recomenda cinco decisões prioritárias para os próximos 90 dias.

O estudo, intitulado IA bajo control: Tendencias en IA Generativa, Automatización Inteligente y Gobernanza 2026, inclui um panorama regulatório de seis mercados, com prioridades específicas para o Brasil. A análise parte de uma premissa central: as barreiras para ampliar o uso da tecnologia raramente estão no modelo de IA em si, mas nos processos, nos dados, na arquitetura e na definição de responsáveis.

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Os oito obstáculos identificados

Entre os entraves mapeados estão projetos sem responsável de negócio definido, dados fragmentados e processos mal desenhados. O diagnóstico acrescenta falta de integração entre sistemas, ausência de testes específicos para IA e custos não monitorados. Questões regulatórias e contratuais tratadas fora do tempo adequado e desafios de capacitação interna, como baixo uso das soluções ou dependência de poucos especialistas, completam a lista.

O relatório detalha como cada obstáculo se manifesta na prática. Dados pouco confiáveis, por exemplo, geram respostas inconsistentes. Já a ausência de integração faz com que a solução forneça informações sem conseguir concluir uma tarefa.

O gerente de desenvolvimento de negócios, alianças e estratégia tecnológica da Ecosistemas Global, Rodrigo Cabot, afirma: “A IA gera valor quando deixa de ser um teste isolado e se transforma em uma capacidade operacional. Para chegar a esse ponto, não basta escolher um modelo; é preciso integrar dados e aplicações, testar comportamentos, definir responsáveis e medir resultados”.

Índice de maturidade em IA

Para ajudar organizações a avaliar seu estágio atual, o relatório propõe um índice dividido em cinco níveis: exploração, experimentação controlada, integração, governança e escala mensurável. No nível inicial, predominam ferramentas isoladas, sem inventário ou políticas definidas. No estágio mais avançado, a IA já está incorporada à operação contínua, acompanhada por métricas econômicas e processos sistemáticos de melhoria.

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Cinco decisões para os próximos 90 dias

O documento recomenda um conjunto de ações imediatas que, segundo a análise, não dependem da conclusão de marcos regulatórios e podem reduzir retrabalho:

  • Mapear ferramentas, modelos, agentes e casos de uso em uso na organização;
  • Classificar as aplicações conforme impacto, autonomia, dados e risco;
  • Atribuir responsabilidades nas áreas de negócio, tecnologia, dados, segurança e conformidade;
  • Estabelecer metas e critérios de escalamento antes da implementação;
  • Definir testes e monitoramento ao longo de todo o ciclo de vida das soluções.

Panorama regulatório e prioridades no Brasil

No campo regulatório, o estudo analisa Brasil, Argentina, Chile, Espanha, Estados Unidos e México. Apesar das diferenças entre os mercados, identifica princípios comuns, como responsabilidade, transparência, proteção de dados, segurança, rastreabilidade e supervisão humana. Para organizações com atuação internacional, a recomendação é construir uma base comum de governança e acrescentar controles específicos por jurisdição, setor e nível de risco.

No caso brasileiro, o relatório cita a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), a atuação da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o debate legislativo em andamento como referências para a governança da IA. O documento menciona o desenvolvimento de orientações e ações de fiscalização, além de análises sobre IA generativa, uso de dados pessoais e decisões automatizadas. Entre as prioridades para empresas no país estão a definição da base legal, os dados usados no treinamento dos sistemas, mecanismos de revisão, rastreabilidade e gestão de terceiros.

A Ecosistemas Global é uma empresa de tecnologia com mais de 30 anos de experiência, especializada em software, automação, IA, cibersegurança, testes e staffing em tecnologia da informação (TI). A companhia conta com mais de 500 colaboradores em operações na Argentina, Chile, Brasil, México, Espanha e Estados Unidos, com atuação em mais de 30 países.

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Fonte: https://itforum.com.br/noticias/obstaculos-ia-escala-empresas/