▶️VEJA: Paulo Figueiredo diz que mulheres votam mal e chama Michelle de feminista
Paulo Figueiredo voltou a gerar controvérsia ao afirmar que mulheres votam muito mal, especialmente as solteiras, em transmissão no YouTube.
Segundo ele, mulheres casadas tendem a acompanhar o… pic.twitter.com/ycVIobMbln
— Pesquisas Eleições (@EleicaoBr2026) June 29, 2026
Se Flávio Bolsonaro for eleito presidente do Brasil — toc, toc, toc —, o discurso de impedir mulheres de votar pode, sim, virar realidade.
O lobista Paulo Figueiredo não está apenas atacando Michelle Bolsonaro a mando de seus comparsas Eduardo e Flávio. Ele está ecoando uma bandeira que cresce entre a extrema-direita americana.
“Deixa eu me retratar: mulher não vota muito mal, mulher vota mal PARA CARALHO. Especialmente as solteiras. Se trabalha na Folha, então, pior ainda. Como isso sequer é controverso, meu Deus? Estatisticamente é indiscutível”, escreveu.
“Mas nem sempre foi assim! Isso tem a ver com o avanço desta ideologia demoníaca feminista que está destruindo a vida das mulheres. Posso e vou provar. Se ficaram chocados, preparem-se para o Paulo Figueiredo Show de amanhã porque vai faltar pentelho”, prosseguiu.
Influenciadores ligados a Donald Trump, nos EUA, têm defendido o fim do voto feminino no país. A razão é a tendência de voto delas em candidatos do Partido Democrata.
Nick Fuentes, conhecido neonazista, afirmou em entrevista a um podcast: “Eu eliminaria o direito ao voto de centenas de grupos. Das mulheres, com certeza”. Ele não especificou de quais outras minorias cassaria esse direito.
Outros, como o perfil do TikTok “icanexplainmike”, citam a 19ª Emenda da Constituição dos Estados Unidos como um erro. A medida foi ratificada em agosto de 1920, há mais de um século, e garantiu o direito de voto às mulheres.
A ideia também é difundida pelo teólogo e pastor Doug Wilson, que faz parte da Comunhão de Igrejas Evangélicas Reformadas e defende a ideia de “um voto por família, mas decidido pelo marido”. O também pastor Dale Patridge, também apoiador de Trump, já defendeu o fim da 19ª Emenda alegando que “as mulheres votam de forma emocional e a política nacional está feminilizada”.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, compartilhou um vídeo em que vários religiosos afirmam que as mulheres não deveriam mais ter o direito de votar.
A medida não é só defendida pela “machosfera”. Segundo o New York Times, há mulheres que apoiam o “patriarcado bíblico” pedindo a revogação da 19ª Emenda e um voto feito por núcleo familiar. A comentarista política Helen Andrews escreveu um artigo em que reclama da “grande feminização institucional”.
Trump recentemente criou um projeto, já aprovado pela Câmara dos Representantes, que cria obstáculos a mulheres casadas, além de pessoas trans. A medida obriga que eleitores comprovem cidadania americana no momento de votar, usando certidão de nascimento ou passaporte.
O problema é que quem possui um documento cujo nome não coincide nos documentos apresentados, como pessoas casadas que mudaram de nome, teriam que apresentar registros adicionais, como certidão de casamento ou sentença de divórcio, para justificar a alteração.
A medida ainda precisa passar pelo Senado americano, mas pode dificultar os votos de mais de 21 milhões de americanos que não têm acesso imediato a esses documentos.
Deixa eu me retratar: mulher não vota muito mal, mulher vota mal PARA CARALHO. Especialmente as solteiras. Se trabalha na Folha então, pior ainda. Como isso sequer é controverso, meu Deus? Estatisticamente é indiscutível. Mas nem sempre foi assim! Isso tem a ver com o avanço… pic.twitter.com/00ly6ptcJV
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) June 29, 2026
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/se-vencer-flavio-bolsonaro-pode-ameacar-direito-das-mulheres-votarem-como-nos-eua/

