Empresária de Haaland detona brasileiros: “Acham que são a última bolacha do pacote”; VÍDEO

Rafaela Pimenta, empresária e agente do atacante norueguês, Erling Haaland. Foto: Divulgação/Estadão

A empresária brasileira Rafaela Pimenta, responsável pela carreira de Erling Haaland, criticou a arrogância de clubes e jogadores do país e afirmou que a eliminação da Seleção na Copa do Mundo deve provocar uma revisão profunda na formação de atletas. Em participação no Resenha da Copa, da ESPN Brasil, ela defendeu que o fracasso diante da Noruega seja usado para corrigir problemas estruturais, e não apenas para encontrar culpados.

“A derrota serve para a gente aprender, não para a gente ficar se lamentando, nem para ficar batendo na tecla de quem errou e quem acertou”, afirmou. Para Rafaela, a discussão precisa se concentrar em uma pergunta: “Como é que, para a frente, a gente pode evitar que isso se repita?”.

A agente colocou as categorias de base no centro do problema. Segundo ela, muitos projetos brasileiros priorizam a vitória na partida seguinte em vez da formação técnica, educacional e pessoal dos jovens. Rafaela também questionou a contratação de jogadores estrangeiros quando ela impede que atletas formados no próprio clube recebam oportunidades no elenco profissional.

“Com o que a gente tem de talento no Brasil, menino querendo jogar, por que a gente está sufocando a subida deles para o profissional?”, perguntou. Para a empresária, esse modelo pode destruir sonhos e desmotivar jovens antes que eles tenham condições reais de mostrar seu potencial.

Rafaela citou o trabalho desenvolvido durante anos nos países escandinavos como exemplo de planejamento de longo prazo. A Noruega, algoz do Brasil nas oitavas de final, colhe agora os resultados desse investimento. Ela alertou que a nacionalidade brasileira, por si só, deixou de funcionar como garantia de qualidade: “Não é porque a gente é brasileiro que a gente é automaticamente bom”.

A empresária afirmou ainda que clubes do país superestimam seus jogadores no mercado internacional. “Existe uma arrogância da parte dos clubes brasileiros: ‘É brasileiro, é uma joia rara’. Ele é pior que o outro, mas eu acho que ele é melhor. Não está ajudando ninguém”, declarou.

A avaliação também alcança o comportamento dos atletas que chegam à Europa. Rafaela contou que clubes já desistiram de contratar jogadores brasileiros tecnicamente adequados por receio da postura fora de campo. “O jogador brasileiro chega aqui achando que é a última bolacha do pacote. E ele não é a última bolacha do pacote. Ele pode ser incrível, mas tem que estar igual aos outros.”

Formada em Direito, Rafaela trabalhou por mais de duas décadas ao lado do empresário Mino Raiola e assumiu parte de sua carteira de clientes após a morte dele, em 2022. Além de Haaland, ela administra ou administrou carreiras de nomes como Matthijs de Ligt, Paul Pogba e Marco Verratti, participando diretamente de algumas das maiores negociações do futebol europeu.

A crítica ganha peso após Haaland marcar os dois gols da vitória norueguesa por 2 a 1 que eliminou o Brasil da Copa. Em vez de tratar o resultado como acidente ou escolher um culpado isolado, Rafaela apontou para uma perda de vantagem competitiva: enquanto outros países investiram em formação, planejamento e disciplina, o futebol brasileiro continuou confiando que seu antigo “selo de qualidade” seria suficiente.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/empresaria-de-haaland-detona-brasileiros-acham-que-sao-a-ultima-bolacha-do-pacote-video/