A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) apontou melhora na aprovação do governo Lula (PT) e colocou o presidente à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. No cenário de 1º turno, Lula aparece com 40%, contra 28% do senador. A aprovação do governo chegou a 48%, numericamente acima da desaprovação, de 47%, no melhor resultado desde o fim de 2024.
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, atribuiu a recuperação a medidas recentes do governo com impacto econômico. “O que estamos mostrando: a aprovação do governo tem uma melhora consecutiva desde abril”, afirmou. Ele citou o Desenrola 2.0, a discussão sobre o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Apesar da melhora, a pesquisa mostra que 51% dos entrevistados ainda dizem que Lula não merece um novo mandato. Esse índice caiu desde abril, quando era de 59%. Outros 45% afirmam que o presidente deveria ser reeleito.
A mudança mais relevante para a Quaest ocorre entre eleitores independentes, grupo que não se declara de direita, de esquerda, bolsonarista ou lulista e representa 33% do eleitorado. Entre eles, a desaprovação ao governo caiu de 58% em abril para 45%, enquanto a aprovação subiu de 32% para 45%. “Esse é o grande ponto”, disse Nunes.
Sobre o Desenrola 2.0, 66% dos entrevistados dizem conhecer o programa de renegociação de dívidas, ante 57% em maio, quando a iniciativa foi lançada. A Quaest aponta ainda que 55% consideram a medida uma boa ideia do governo e 35% afirmam que a renda aumentou significativamente após o lançamento do programa; em junho, eram 30%.

O levantamento também registrou queda na percepção de endividamento. A parcela dos que dizem não ter dívidas passou de 27% em maio para 31%, enquanto o índice dos que relatam ter muitas dívidas caiu de 28% para 21%. O programa atende quem ganha até cinco salários mínimos, permite renegociar débitos contratados até 31 de janeiro de 2026 e prevê uso de até 20% do saldo do FGTS, ou até R$ 1 mil, para quitar dívidas.
A proposta de fim da escala 6×1, apoiada pelo governo e aprovada na Câmara dos Deputados em maio, tem apoio de 69% dos entrevistados. Metade espera trabalhar menos com a redução da jornada, inclusive mais de 40% dos eleitores de direita e bolsonaristas.
A proposta ainda precisa passar pelo Senado e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem corte salarial, com implementação gradual em até 14 meses após a promulgação. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil também aparece na pesquisa como fator de melhora na avaliação do governo.
O percentual dos que dizem ter sentido aumento significativo na renda chegou a 24%, contra 15% em fevereiro e 17% em abril. A lei também criou desconto para contribuintes que recebem entre R$ 5 mil e R$ 7.350 por mês, e o Palácio do Planalto estima que cerca de 15 milhões de brasileiros deixarão de pagar IR.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/lula-melhora-aprovacao-e-abre-12-pontos-sobre-flavio-bolsonaro-na-quaest/

