Dois militares americanos morreram e um terceiro está desaparecido após um ataque com mísseis balísticos e drones lançado pelo Irã contra a Jordânia na sexta-feira (17), informou o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).
Segundo os militares americanos, outros quatro soldados foram evacuados para hospitais jordanianos, mas já receberam alta. Integrantes das forças que sofreram apenas ferimentos leves retornaram ao serviço.
As autoridades dos EUA não divulgaram a identidade dos militares mortos nem informaram em que local da Jordânia ocorreu o ataque.
Com as novas mortes, o número de militares americanos mortos no conflito subiu para 16. No início deste mês, um piloto da Marinha dos EUA que estava desaparecido foi oficialmente declarado morto.
Em comunicado, o Centcom afirmou que os militares morreram enquanto forças americanas e aliadas defendiam a Jordânia de uma ofensiva iraniana com mísseis balísticos e drones. “Dois militares dos Estados Unidos na Jordânia morreram em combate enquanto o Comando Central dos EUA (Centcom) e forças parceiras defendiam o país contra ataques iranianos com mísseis balísticos e drones. Além disso, um militar permanece desaparecido”, informou a nota.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, homenageou os soldados em publicação na rede X. “Que Deus acompanhe esses heróis. O sacrifício deles apenas fortalece nossa determinação.”
Irã afirma ter destruído caças americanos
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter destruído pelo menos dois caças americanos na base aérea de Al-Azraq, na Jordânia, durante a ofensiva da madrugada deste sábado (18). A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana.
O Comando Central dos EUA foi procurado para comentar a alegação, mas não confirmou nem desmentiu a informação.
Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu um alerta orientando cidadãos americanos no Oriente Médio a acompanharem os desdobramentos do conflito e adotarem cautela.
Segundo o comunicado, o ambiente de segurança na região continua “complexo” e existe risco de uma escalada inesperada da guerra.
Washington e Teerã chegaram a anunciar um acordo preliminar para encerrar a guerra em junho, mas o entendimento entrou em colapso poucas semanas depois.
Desde então, os confrontos voltaram a se intensificar.
De acordo com a imprensa estatal iraniana, mais de 50 pessoas morreram e cerca de 500 ficaram feridas em bombardeios americanos nas últimas três semanas.
Na sexta-feira, os Estados Unidos realizaram a sétima noite consecutiva de ataques contra alvos iranianos. No mesmo período, Washington restabeleceu o bloqueio aos portos do Irã, enquanto Teerã respondeu atacando aliados americanos no Golfo, incluindo a Jordânia, além de anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz.
Nos últimos dias, ambos os lados trocaram acusações de ataques contra infraestrutura civil.
O governo americano negou ter bombardeado pontes, uma estação ferroviária e um aeroporto iranianos, afirmando que seus ataques tiveram como alvo exclusivamente instalações militares. No entanto, imagens verificadas pela BBC confirmaram danos a uma ponte na província iraniana de Hormozgan.
O presidente Donald Trump havia ameaçado atacar pontes e usinas de energia do Irã caso Teerã não retomasse as negociações.
Já o Conselho de Cooperação do Golfo acusou o Irã de atingir deliberadamente infraestrutura civil na região. O Kuwait informou que uma usina elétrica e uma planta de dessalinização de água foram atingidas durante os ataques iranianos.
O secretário-geral do bloco, Jasem Mohamed Albudaiwi, classificou as ações como “crimes de guerra”.
Em resposta, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou que as repetidas violações do acordo por parte dos Estados Unidos demonstram que “a assinatura do presidente americano não tem qualquer valor ou credibilidade”.
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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/ataque-do-ira-a-jordania-mata-dois-militares-dos-eua-e-deixa-um-desaparecido/

