EUA atacam Irã após mortes de militares na Jordânia

Vídeo divulgado pelo Comando Central dos EUA mostra mísseis sendo lançados para atingir alvos militares em todo o Irã. 13/07/2026 –  (Centcom/AFP)

Os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã neste sábado (18), após dois militares americanos morrerem na Jordânia e outro ser dado como desaparecido em meio a um ataque iraniano. A ofensiva marcou a oitava noite seguida de bombardeios americanos contra alvos ligados a Teerã.

O Comando Central dos EUA informou que os ataques aéreos começaram às 19h, no horário de Brasília, por ordem do presidente Donald Trump. O órgão afirmou que a ação buscava “reduzir ainda mais a capacidade do Irã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz” e “punir rapidamente as forças da Guarda Revolucionária Islâmica” envolvidas nos ataques contra militares americanos na Jordânia.

A agência iraniana Mehr relatou um ataque perto de Sirik, no sul do Irã, e afirmou que não havia registros de vítimas ou danos à infraestrutura no local. Antes da nova ofensiva americana, o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, disse que Washington pagaria por “tentar escalar o conflito”.

Ataque na Jordânia elevou a tensão militar

A Guarda Revolucionária afirmou na sexta-feira (17) que destruiu ao menos dois caças americanos e outras três aeronaves durante um ataque com mísseis e drones contra a base americana de Al Azraq, na Jordânia. O jornal “The New York Times” relatou que a ação danificou vários helicópteros das Forças Armadas dos EUA, incluindo modelos Black Hawk.

O Comando Central informou que dois integrantes das Forças Armadas americanas morreram em ação na Jordânia em 17 de julho, enquanto militares dos EUA e forças parceiras se defendiam de mísseis balísticos e drones iranianos. Um militar segue desaparecido, quatro foram levados a hospitais jordanianos e liberados, e outros avaliados por ferimentos leves retornaram ao serviço.

Desde o início da guerra, 16 militares americanos morreram e mais de 430 ficaram feridos. O Comando Central não divulgou os nomes dos mortos, feridos e desaparecido ligados ao ataque na Jordânia.

Teerã e Washington intensificaram os confrontos desde o naufrágio do cessar-fogo assinado em junho. Khamenei acusou os EUA de descumprirem compromissos e escreveu que “a assinatura do presidente dos Estados Unidos tem tão pouco valor e credibilidade quanto as palavras e a conduta enganosas, traiçoeiras e brutais do regime americano”; o Irã também anunciou a suspensão dos compromissos assumidos no acordo.

O Comando Central afirmou que atingiu, pela sétima noite consecutiva, instalações de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e capacidades marítimas iranianas. A mídia estatal iraniana disse que bombardeios americanos atingiram usinas elétricas e instalações de dessalinização em Hormozgan; a IRNA relatou que uma usina de dessalinização foi destruída, interrompendo o abastecimento de água para cerca de 10 mil pessoas, e que outra unidade foi danificada na ilha de Qeshm.

O Irã lançou novos ataques contra aliados de Washington no Golfo neste sábado (18). O Kuwait sofreu ataques contínuos, uma usina de dessalinização foi atingida e o Aeroporto Internacional do Kuwait suspendeu operações por causa de ameaças sucessivas de mísseis e drones; a Guarda Revolucionária afirmou ter atacado um centro de apoio militar dos EUA no Campo Arifjan e destruído uma instalação de radar na Base Aérea de Ali Al Salem.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/eua-bombardeiam-ira-oitava-noite-militares-jordania/