PP adia convenção e Ciro Nogueira posa com Tereza Cristina em provocação a Flávio Bolsonaro

Tratada como “vice dos sonhos” por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) posou ao lado de Ciro Nogueira (PP-PI), presidente da federação PP-União Brasil, após rejeitar, pela segunda vez, o convite de Valdemar da Costa Neto para compor a chapa do PL nesta terça-feira. Ex-ministra da Agricultura do ex-governo Jair Bolsonaro, Tereza Cristina pode ser lançada candidata à Presidência em convenção do Progressistas, que foi adiada, e fazer frente ao projeto do clã do ex-presidente.

A foto, compartilhada por Tereza Cristina foi feita em colaboração com os perfis oficiais do PP e de Ciro Nogueira, que deixou um recado cifrado para Flávio Bolsonaro.

“Boas decisões na política são feitas com diálogo, planejamento e visão de futuro”, afirmou o ex-casal Civil de Jair Bolsonaro, sinalizando que o partido deve acatar a decisão de cerca de 90% da sigla – segundo ele próprio – e ficar fora da aliança com o PL.

“Hoje foi dia de reunir a direção nacional do Progressistas para alinhar prioridades e seguir na construção de soluções para os desafios do Brasil”, emendou Nogueira.

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Antes da reunião, Tereza Cristina esteve com Valdemar da Costa Neto e rejeitou definitivamente o convite para ser vice de Flávio.

A aliada pode provocar uma crise ainda mais profunda na seara bolsonaristas, já que estaria inclinada a aceitar o convite de Nogueira para ser presidenciável pelo Progressistas.

Para avaliar melhor o novo cenário, o PP adiou a convenção do partido para o dia 5 de agosto – o evento estava previsto para ocorrer em 26 de julho.

Com o sinal positivo de Tereza Cristina, o PP e o União Brasil reavaliam as contas para saber se tem caixa para bancar uma candidatura presidencial.

Após Ciro Nogueira se sentir abandonado por Flávio Bolsonaro, em razão dos avanços das investigações sobre Daniel Vorcaro, a federação estudava a neutralidade nas eleições e colocou como meta eleger 120 parlamentares, superando o PL como maior bancada do Congresso.

A análise é que uma candidatura majoritária, embora custosa, possa ajudar o partido a atingir a meta. No entanto, a decisão traria como resultado o rompimento total com o bolsonarismo e acarretaria em costuras já feitas em estados como São Paulo, onde o candidato ao senado Guilherme Derrite (PP-SP) é submisso ao clã Bolsonaro.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/ciro-nogueira-tereza-cristina-flavio-bolsonaro/