Condenado e nos EUA, Eduardo Bolsonaro pede nova sanção contra Moraes

Eduardo Bolsonaro voltou a pedir que o governo de Donald Trump puna o ministro Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky. A manifestação ocorreu nesta segunda-feira (13), depois que o magistrado proibiu Flávio Bolsonaro de visitar o pai durante 90 dias.

Em publicação nas redes sociais, o ex-deputado afirmou que a restrição teria motivação política e lançou dúvidas sobre a legitimidade das eleições brasileiras.

“A sanção Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, deve ser restabelecida”, escreveu. Eduardo também declarou que países estrangeiros não deveriam reconhecer o pleito como democrático caso Flávio permaneça impedido de conversar com Jair Bolsonaro.

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Moraes suspendeu as visitas depois que Flávio leu, em uma transmissão pela internet, uma carta escrita pelo ex-presidente. No documento, Bolsonaro apresentou o filho como seu porta-voz e defendeu sua pré-candidatura à Presidência.

Para o ministro, a visita foi utilizada como meio de retirar uma mensagem destinada às redes sociais, apesar da ordem que impede Bolsonaro de acessar plataformas digitais diretamente ou com ajuda de terceiros. A proibição alcança praticamente toda a campanha e termina depois do primeiro turno.

A sanção defendida por Eduardo já foi aplicada a Moraes pelo governo americano. Em julho de 2025, o ministro foi incluído na lista da Lei Global Magnitsky, o que bloqueava eventuais bens sob jurisdição dos Estados Unidos e proibia determinadas transações com cidadãos e empresas americanas.

Moraes foi retirado da lista em 12 de dezembro de 2025. A exclusão, registrada oficialmente pelo Departamento do Tesouro dos EUA, também encerrou as restrições impostas à mulher do ministro e a uma empresa ligada à família.

Morando nos Estados Unidos desde 2025, Eduardo participou das articulações para pressionar o governo Trump a adotar sanções contra autoridades brasileiras. Ele perdeu o mandato e responde no STF sob acusação de atuar para constranger autoridades envolvidas no processo contra o pai.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/condenado-eua-eduardo-bolsonaro/