O presidente Lula confirmou, durante reunião ministerial realizada nesta terça-feira (31), que Geraldo Alckmin (PSB) será novamente candidato a vice em sua chapa nas eleições de outubro.
Na reunião, que marca a transição nos ministérios, com a saída de ministros que vão disputar as eleições, Lula anunciou que Alckmin deixará a pasta de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços para iniciar a pré-campanha ao seu lado.
“O companheiro Alckmin que vai ter que deixar o MDIC. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez”, anunciou.
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Na reunião, o presidente revelou que José Múcio seguirá no comando do Ministério da Defesa até o final de seu mandato. Ministro da Casa Civil, Rui Costa será substituído por Miriam Belchior, ex-ministra do Planejamento, Orçamento e Gestão e ex-presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Dilma Rousseff. Miriam atuava como secretária-executiva da Casa Civil desde o início do terceiro mandato de Lula.
Em sua fala, Lula agradeceu aos ministros que deixarão o governo.
Prazo eleitoral acelera mudanças
Pela legislação, ministros que desejam disputar eleições precisam deixar seus cargos até 4 de abril. Isso acelera a reforma ministerial e obriga o governo a definir rapidamente substituições.
A estratégia de Lula é priorizar a continuidade administrativa. Em muitos casos, secretários-executivos devem assumir os ministérios, evitando rupturas em políticas públicas já em andamento. Em outras situações, nomes políticos ou técnicos ligados ao governo seguem em avaliação.
Saídas confirmadas do governo
Até o momento, duas saídas já foram anunciadas:
- Fernando Haddad (Fazenda): já deixou o cargo e será candidato ao governo de São Paulo
- Rui Costa (Casa Civil): deixará o posto para disputar o Senado pela Bahia
Ministros que devem deixar o governo
A lista de auxiliares cotados para sair é extensa e envolve diferentes áreas:
Disputa por governos estaduais
- Renan Filho (Transportes) — Alagoas
- Camilo Santana (Educação) — Ceará (ainda avalia cenário)
Disputa pelo Senado
- Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) — Paraná
- Simone Tebet (Planejamento) — São Paulo
- Marina Silva (Meio Ambiente) — São Paulo
- André Fufuca (Esporte) — Maranhão
- Carlos Fávaro (Agricultura) — Mato Grosso
- Waldez Góes (Integração) — Amapá
Disputa pela Câmara dos Deputados
- Sílvio Costa Filho (Portos e Aeroportos) — Pernambuco
- Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) — São Paulo
- Anielle Franco (Igualdade Racial) — Rio de Janeiro
- Sônia Guajajara (Povos Indígenas) — São Paulo
- Wolney Queiroz (Previdência) — Pernambuco (em avaliação)
Disputa em assembleias estaduais
- Macaé Evaristo (Direitos Humanos) — Minas Gerais
Outros ministros que devem deixar o governo
- Geraldo Alckmin (Indústria e vice-presidente) — deve atuar na campanha e possível chapa presidencial
- Márcio França (Empreendedorismo) — avalia candidatura ou função eleitoral
- Sidônio Palmeira (Comunicação) — deve assumir marketing da campanha no meio do ano
Situações indefinidas
Alguns nomes ainda não têm destino político definido:
- Alexandre Silveira (Minas e Energia) — pode permanecer no governo ou disputar eleição
- Luciana Santos (Ciência e Tecnologia) — indefinição sobre candidatura
- Wolney Queiroz (Previdência) — decisão pendente
Substituições e continuidade no governo
A principal diretriz do Planalto é evitar descontinuidade administrativa. Por isso, secretários-executivos devem assumir boa parte dos ministérios.
Um exemplo já concretizado é o da Fazenda: Dario Durigan, que era número dois da pasta, foi escolhido para substituir Haddad.
Outras substituições seguem em negociação, incluindo cargos estratégicos como a articulação política, que ficará vaga com a saída de Gleisi Hoffmann.
Governo tenta preservar estabilidade
Apesar da dimensão da reforma, Lula tem buscado preservar áreas consideradas sensíveis. Há preocupação, por exemplo, com a manutenção da estabilidade econômica e da articulação política após a saída de nomes próximos ao presidente.
Ao mesmo tempo, a orientação aos novos ministros será de manter o ritmo das políticas públicas e garantir que o governo chegue ao período eleitoral com entregas consolidadas.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/lula-confirma-que-geraldo-alckmin-sera-novamente-candidato-a-vice-em-sua-chapa-durante-reuniao-ministerial/

