Foto: Facebook / Bruno Engler –
Ministério Público Eleitoral aponta que Nikolas estava à frente de uma organização que propagou uma “campanha sistemática de desinformação” contra o ex-prefeito de Belo Horizonte
Na última sexta-feira (25), o juiz Marcos Antônio da Silva, do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), aceitou uma denúncia do Ministério Público Eleitoral contra o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A ação pode torná-lo inelegível e tirá-lo da disputa eleitoral de 2026.
Nikolas virou réu ao lado dos deputados estaduais Delegada Sheila (PL-MG) e Bruno Engler (PL-MG), além de Coronel Cláudia (PL), que foi candidata a vice-prefeita de Belo Horizonte em 2024.
Segundo o Ministério Público, o grupo fez uma campanha de desinformação nas redes sociais contra o então prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), durante o segundo turno das eleições municipais de 2024. Fuad venceu a eleição, mas faleceu em março de 2025, vítima de câncer.
A denúncia afirma que Nikolas e Engler usaram, de forma distorcida, um trecho do livro “Cobiça”, escrito por Fuad, para acusá-lo falsamente de promover pedofilia em um evento de quadrinhos da prefeitura. O livro, uma obra de ficção, contém uma cena de violência sexual fictícia, que foi tirada de contexto e usada para ataques nas redes sociais. O MP classificou a ação como difamação.
Além disso, Nikolas teria desobedecido uma ordem judicial que determinava a retirada do vídeo com as acusações. Em vez disso, publicou novo conteúdo repetindo as mesmas alegações e ironizou a decisão da Justiça.
Os acusados têm 10 dias, a partir desta segunda-feira (28), para responder à ação.
Se condenados, podem perder os mandatos, pagar indenização e ficar inelegíveis por oito anos.
Nas redes sociais, Nikolas reagiu dizendo apenas: “Querem calar milhões… mas estamos aqui e de pé”.
Com informações da Revista Fórum

