Pautas-bomba de Alcolumbre podem custar até R$ 2 trilhões aos cofres públicos

O Senado avançou na quarta-feira (10/6) em quatro projetos considerados pautas-bomba, que, segundo o Ministério da Fazenda, podem gerar impacto fiscal superior a R$ 2 trilhões em dez anos. Entre eles estão a renegociação de dívidas rurais, o aumento do piso salarial de médicos e dentistas, a aposentadoria de agentes comunitários de saúde e a isenção tributária para igrejas.

O projeto mais pesado, a renegociação de dívidas rurais, tem custo estimado em R$ 1,4 trilhão em dez anos, embora a versão aprovada pelo Senado limite o impacto a R$ 140 bilhões até 2027, usando recursos do Fundo Social do Pré-Sal. A PEC das Igrejas representa uma renúncia fiscal de R$ 100 bilhões, enquanto os projetos que beneficiam médicos e agentes comunitários podem custar R$ 500 bilhões cada, sem fontes claras de financiamento.

O governo reagiu imediatamente. O ministro José Guimarães ligou para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para alertar sobre os riscos fiscais, após o presidente Lula demonstrar preocupação com a aprovação das propostas no Senado. Motta, por enquanto, mantém cautela e não garante que as pautas sejam levadas à votação na Câmara.

Segundo apuração, a oposição tem usado essas propostas para pressionar o Executivo em ano eleitoral, buscando criar constrangimentos e desgastar a gestão Lula. Ao mesmo tempo, a bancada ruralista também pressiona por aprovação, destacando o conflito político intenso em torno do pacote.

Na quarta-feira, três das quatro propostas avançaram em comissões ou plenário do Senado, e todas seguem para análise na Câmara. O cenário indica que a discussão sobre essas pautas seguirá como um dos principais temas de tensão política e fiscal nos próximos meses.

Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/pautas-bomba-alcolumbre-custar-2-tri/