A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, na manhã desta terça-feira (17), uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. Segundo a nota oficial, esta etapa foi batizada de Operação Indébito e cumpre 19 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão e outras medidas cautelares no Ceará e no Distrito Federal.
De acordo com a PF, as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal em procedimentos sob relatoria do ministro André Mendonça. A corporação afirma que a nova fase busca aprofundar as investigações para esclarecer a prática de crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Nomes começam a aparecer fora da nota oficial
A nota divulgada pela Polícia Federal não cita nominalmente os alvos. A deputada federal Maria Gorete Pereira (MDB-CE) está entre os investigados atingidos por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Relatos indicam ainda que os dois mandados de prisão teriam atingido o empresário Natjo de Lima Pinheiro e a advogada Cecília Rodrigues Mota, apontada em reportagens como ex-presidente de associações ligadas a aposentados e pensionistas. Até o momento, porém, esses nomes não constam na nota oficial da PF, e a Fórum não localizou manifestação pública das defesas sobre a operação desta terça-feira. O espaço segue aberto.
O que diz a PF sobre a nova fase
Na comunicação oficial, a PF afirma que a Operação Indébito é um desdobramento da Operação Sem Desconto, investigação já aberta para apurar descontos associativos não autorizados sobre benefícios previdenciários. O novo avanço mira, segundo a corporação, a continuidade do esquema e possíveis mecanismos de fraude, inserção de dados falsos e ocultação patrimonial.
A ação desta terça se concentra no Ceará e no Distrito Federal. Além das buscas e prisões, também foram determinadas medidas cautelares diversas, sem detalhamento completo na nota publicada no portal da Polícia Federal.
Reprodução PF e CGU
Canal oficial para denúncias
A Controladoria-Geral da União também publicou nota sobre a ofensiva e informou que denúncias relacionadas ao caso podem ser feitas por meio da plataforma Fala.BR. A orientação é que cidadãos que identifiquem descontos indevidos ou tenham informações sobre o esquema encaminhem os dados pelos canais oficiais.
A Revista Fórum acompanha o caso e atualizará este texto caso a PF, o STF ou as defesas dos citados divulguem novos detalhes sobre os alvos da operação.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/pf-e-cgu-fazem-nova-fase-da-operacao-sem-desconto-deputada-do-mdb-e-alvo/

