O PT de Minas Gerais convocou dirigentes estaduais para uma reunião, nesta segunda-feira (20), com o deputado Patrus Ananias, ao final da qual pretende anunciar sua pré-candidatura ao governo do estado.
A decisão vem após encontro de Ananias com o presidente Lula no Palácio do Planalto, onde a dívida de R$ 206 bilhões de Minas Gerais foi o tema central.
O PSB, que mantinha pré-candidatura própria, já sinalizou que pode apoiar o petista, abrindo caminho para uma aliança que o partido ainda negocia formalmente.
A escolha de Patrus encerra meses de impasse interno. O PT tentou primeiro o senador Rodrigo Pacheco (PSD), que recusou a disputa. Em seguida, Lula conversou com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que declinou da oferta de trocar a corrida ao Senado pela candidatura ao governo.
Restou ao partido o segundo nome mais bem avaliado em suas pesquisas internas.
Articulações e possíveis alianças
O PSB, que havia lançado o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares como pré-candidato ao governo, está em negociação para apoiar Patrus Ananias.
O partido ainda tem outros dois nomes que poderiam compor a chapa: o empresário Josué Gomes e o ex-senador Clécio Andrade, vistos como perfis capazes de aproximar o empresariado mineiro do PT. Josué, no entanto, prefere disputar o Senado.
O ex-ministro José Dirceu já foi a público defender Jarbas Soares como vice na chapa, posição que, segundo a fonte, seria alimentada também pelo ex-ministro Walfrido Mares Guia.
O pré-candidato do MDB ao governo, Gabriel Azevedo, que vinha se aproximando do PT para uma eventual coligação, afirmou que sua candidatura segue de pé.
Desafios e histórico do pré-candidato
A dívida de R$ 206 bilhões é o nó central que qualquer candidato ao governo de Minas terá de enfrentar. Pré-candidatos de diferentes campos já reconhecem que o endividamento pode comprometer o desempenho de qualquer governante, independentemente de filiação partidária.
No PT, o temor é mais específico: petistas mineiros receiam que uma eventual vitória reproduza o desgaste do ex-governador Fernando Pimentel, também do partido, cuja gestão terminou com alta rejeição popular.
Patrus Ananias carrega um histórico político de décadas no estado. Foi prefeito de Belo Horizonte entre 1993 e 1997 e ocupou o Ministério do Desenvolvimento Agrário durante o governo Dilma Rousseff em 2016.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/pt-patrus-ananias-governo-minas/

