A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) usou as redes sociais, nesta segunda-feira (29), para divulgar um cálculo interessante, baseado na frequência do pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nas votações nominais do Senado.
Erika se baseou na informação de que o filho do ex-presidente condenado, Jair Bolsonaro (PL), deixou de votar em 43% desse tipo de deliberação na casa legislativa.
Com esse número, ele ostenta o posto de quinto parlamentar, empatado com outros quatro, que mais deixou de registrar seu voto nas matérias analisadas até 22 de junho. O levantamento foi feito pela Folha de S.Paulo e não entram no cálculo ausências justificadas por razões de saúde, missões oficiais, atividade política, licença-paternidade ou outros dispositivos.
“Se Flávio Bolsonaro fosse um repositor de supermercado contratado pelas condições da ‘PEC das horas trabalhadas’, que ele e seus amiguinhos no Senado apoiam, o salário dele seria de R$ 923,97 por mês. Mas ele é senador. Ganha 46 mil reais por mês, mesmo sem comparecer no Senado. Mesmo sendo milhões de vezes menos útil ao país que um repositor de supermercado, que ganha um salário mínimo pra trabalhar na escala 6×1”, destacou Erika.
https://x.com/ErikakHilton/status/2071637170087923978
A justificativa da equipe de Flávio é que deixar de votar um item “não significa que o senador não estivesse em atividade parlamentar”.
PEC da Escravidão
Enquanto a sociedade brasileira respirava aliviada, no início de junho, após a Câmara dos Deputados aprovar o fim da escala 6×1, sinalizando um avanço histórico rumo ao modelo 5×2, a extrema direita bolsonarista no Senado articulou um contragolpe aos direitos trabalhistas.
Sob a liderança do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio, a oposição apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apelidada ironicamente por seus autores de PEC da Liberdade.
Na prática, o texto abre as portas para o que críticos e especialistas da área laboral já batizaram de PEC da Escravidão, um mecanismo que pode institucionalizar a nefasta escala 7×0, extinguindo o descanso semanal remunerado.
Direitos históricos, como o 13º salário, férias e até a licença-maternidade, seriam fatiados e pagos de forma estritamente proporcional às horas trabalhadas. Em entrevista à rádio Itatiaia, Flávio Bolsonaro defendeu a medida afirmando que “o próprio trabalhador monta a sua escala, sem perder nenhum direito”. A conversa, contudo, esbarra na dura realidade do mercado.
Fonte: https://revistaforum.com.br/politica/quanto-ganharia-flavio-bolsonaro-pec-escravidao/

