“Sonhos de alerta”: O que estamos sonhando neste período eleitoral?

 

 

Durante a vida desperta, tentamos não querer saber do pior. O inconsciente, durante o sono, parece estar um pouco mais disposto. Foi essa ideia que me levou a escrever sobre os sonhos de alerta, depois de acordar às cinco da manhã de um pesadelo, nestas semanas de espera do segundo turno das eleições brasileiras.

Chamo de sonho de alerta aquele que dá forma ao que a vida desperta se recusa a articular. É no posfácio do historiador alemão Reinhart Koselleck a Sonhos no Terceiro Reich, de Charlotte Beradt, que esses sonhos ganham estatuto de documento histórico, dotado de valor prognóstico. Aquilo que se leria como realização velada de um desejo, a partir das associações do sonhador e de sua história individual, por qualquer psicanalista, pode também ser lido a partir da história maior do contexto social e político em que esse sujeito sonha. Mas o prognóstico não se limita ao futuro pessoal de quem sonhou; articula possibilidades ainda inimagináveis do domínio social. São sonhos que, como observa Christian Dunker, trazem “o retrato desse futuro próximo” (p. 19).

Não são sonhos que profetizam, como adverte a própria Beradt, mas sonhos de sensibilidade aguçada, que dão forma ao que está prestes a se tornar realidade. Quem já recuperou dormindo uma lembrança que a vigília não entregava, encontrou a solução de um problema ou despertou segundos antes de o despertador tocar sabe que o inconsciente opera com uma precisão que nem sempre reconhecemos. Ou ainda, quem reencontrou um objeto perdido justamente ao deixar de procurá-lo talvez reconheça o quanto superestimamos nossa consciência, atenção e esforço deliberado, enquanto subestimamos o trabalho silencioso do inconsciente. Com o que temos sonhado, então, neste período de eleição no Brasil? E o que esses sonhos tentam nos transmitir?

A aproximação com Beradt, por si, não será novidade para quem já se dedicou aos sonhos em contextos de catástrofe coletiva; eu mesmo o fiz, em conjunto com uma querida aluna, durante a pandemia (Henderson & Bucher, 2022). Mas este sonho me levou a um ponto que não havia encontrado antes: a submissão ao ideal não se vive apenas como obediência ao pai, e sim como noite de núpcias, como honra de ser escolhido. É por essa via erótica que a neurose de cada um se acopla a um projeto político.

Entre 1933 e 1939, em Berlim, Beradt interrogou discretamente mais de trezentas pessoas sobre seus sonhos. A costureira, o vizinho, a tia, o leiteiro. Reuniu o que chamou de “sonhos ditados pela ditadura” (p. 34) e concentrou o livro nos primeiros anos do regime, quando o nazismo ainda não havia assumido sua forma consumada. Aquilo que hoje parece estranho, exagerado ou sem sentido nesses sonhos pode se tornar inteligível no futuro: talvez tarde demais, quando o mundo já tiver sido alterado. É desse material que vêm os exemplos a seguir.

Em 1934, um oftalmologista sonha que a SA, a milícia paramilitar nazista, instala arames farpados nas janelas dos hospitais, quebra os vidros e transforma um quarto em sala de tortura; quatro anos depois, membros da mesma milícia destruiriam vitrines judaicas na Noite dos Cristais e obrigariam um homem cego a caminhar sobre os cacos. Uma jovem de 22 anos sonha esconder-se sob cadáveres, imagem que encontraria correspondência, uma década depois, nos relatos de pessoas que recorreram a esse expediente para sobreviver durante a “solução final”.

Entre 1936 e 1937, uma secretária que vive com a mãe judia sonha que ambas terão de morar nas montanhas e, em outra ocasião, que estão num restaurante sob a inscrição “Fora, parasitas” (p. 84), embora ainda não existissem as deportações nem as placas de exclusão contra judeus. No verão de 1933, uma faxineira sonha que fala russo enquanto dorme “para que eu mesma não me compreenda” (p. 70), temendo ser denunciada por falar sobre o Estado; em Auschwitz, prisioneiras também temeriam revelar durante o sono o que viviam e ouviam no departamento político, sob o risco de serem torturadas. Em todos esses casos, os sonhos parecem captar, antes de sua plena realização histórica, aspectos de uma violência política que começava a se inscrever na vida cotidiana.

Em 7 de outubro de 2026, em Brasília, eu tive um sonho.

Estou numa ilha ou base naval, em alguma cidade, talvez Salvador. Barcos de piratas aparecem na janela. Um barulho estrondoso. Não eram barcos de piratas; olhando melhor, eram navios da Marinha; eles estão vindo para um casamento importante no país. Eu digo para minha irmã apagar a luz, senão eles iriam vir atrás da gente; eles não podiam saber que a gente sabia que estavam aqui. Meu pai concorda comigo e pede para ela apagar as luzes. Acordo no meio daquela noite com fogos, a janela pegando fogo. Todos estão se arrumando para ir para o casamento. Pergunto de manhã: como ninguém viu o fogo durante a noite?

Em outro momento do sonho:

Havia uma senhora que descia as escadas para o subterrâneo todas as noites e que não gostava de barulho. Alguém fala que é preciso fazer barulho. Mas eu comento que o problema dela não era com o som: ela tinha medo de despertar o Cthulhu, um monstro que vivia embaixo da terra, e por isso toda noite ia lá zelar para que não houvesse muito barulho. Algumas pessoas se organizam para ir até lá no meio da noite. Jovens. Pareciam militantes de um movimento de rua da direita. Logo em seguida, de repente, ouvem-se gritos de mulheres sendo devoradas pelo Cthulhu, que surge magnânimo, enorme, com muita fome, parecendo uma meleca gigante, dedos enormes que tomam a cidade toda, a ilha toda, emerge das profundezas e das entranhas da cidade. Ele lembrava um Pokémon, o Ditto ou o Muk. Mas era preto e com uma cara bem assustadora.

E ainda:

Em um momento do sonho, antes ou depois, eu voo e passo por organizações de estudantes na Asa Norte, grupos de organização LGBT. Voo, mas o vento não me permite voar direito. Em determinado momento há um tornado que dificulta ainda mais a coisa. Então penso que é preciso dar impulsos melhores contra o movimento do vento.

Destaco a seguir alguns elementos desse sonho, que considero um sonho de alerta, e aquilo que consigo ler neles hoje. Mas antes, um convite: que elementos comparecem também nos seus?

O militarismo pirata

A figura do pirata me faz pensar no fora da lei que vem roubar algo, um tesouro, um perigo que vem de fora. Mas logo se nota que eram militares da Marinha, figuras, a meu ver, a princípio, justamente da lei e da proteção do Estado. O sonho faz com que ameaça e proteção apareçam no mesmo lugar. Quem viria nos proteger é também quem nos ameaça.

Beradt descreve esse deslocamento e o considera o traço mais precoce da experiência de ascensão do Terceiro Reich. O que primeiro penetra nos sonhos dos governados, ela nos diz, é mais sutil do que a violência de bando: decretos, disposições, leis, tudo o que vem prescrito e concebido de antemão. O aparelho burocrático das autoridades, dos funcionários públicos e dos militares aparece no sonho como “um herói fabuloso par excellence, grotesco e macabro” (p. 43).

No sonho, a frota não vem atacar nem nos proteger de ataque algum: vem para um casamento. O perigo é estranho, não se deixa reconhecer facilmente como perigo, é apenas uma atmosfera, chega sob o disfarce de uma celebração. Piratas ou militares, pessoas de bem ou de mal, invasores ou convidados para uma festa.

Tentativas de alerta que fracassam

Tento fazer um alerta no interior do sonho: o problema da zeladora nunca foi o som; ela sabia o que havia embaixo da terra. Os jovens, porém, leram esse zelo como ranzinzice, como o conservadorismo de quem se incomoda com música alta. Fracasso. Eles descem no meio da noite acreditando que combatem uma senhora careta e acordam o Cthulhu. Ela tentava, a seu modo, preservar a cidade. E quem a enfrentou em nome da liberdade acabou despertando aquilo que nenhum dos dois lados queria.

É difícil não associar (para interpretarmos um sonho, precisamos nos deixar associar livremente) aí uma cena recorrente da política brasileira deste momento. Jovens de extrema direita eleitos dizem em público as maiores atrocidades com a convicção de que são eles os insurgentes e querem fazer cada vez mais “barulho”. Temos mesmo a impressão de que a esquerda virou, nesse contexto, para eles, o conservadorismo, o mimimi, a polícia do politicamente correto, a senhorinha chata que manda baixar o som. Mas o que ela faz não tem por objeto a moral nem o bom comportamento. Ela zela para que o inimigo monstruoso não desperte.

O sonho mostra duas posições que parecem fracassar juntas. O zelo noturno não desarmou o monstro, apenas adiou sua emergência e manteve a cidade sem saber o que havia embaixo; o barulho, por sua vez, o acordou. Nem apaziguamento nem estrondo: resta saber que outra saída seria possível. O fim do sonho parece ensaiar uma resposta.

O monstro

O sonho vai buscar na infância a forma daquilo que há de mais aterrorizante: faz passar de maneira lúdica o que de outro modo não suportaríamos olhar. O Ditto, esse Pokémon capaz de mimetizar outras formas, pelo que me lembro, me faz pensar em certos candidatos que se oferecem como terceira via. Tenho a impressão de vê-los se camuflar de esquerda nas redes sociais para angariar seguidores e lançar seu projeto político. Mas o Ditto me remete também à ideia de que esse monstro pode ser qualquer um de nós. Ele se apresenta à nossa imagem e semelhança e é, ao mesmo tempo, Muk, aquilo em que menos nos reconhecemos, o informe, o esgoto (duas faces do que Lacan chamou de objeto a: o semelhante e o dejeto).

O perigo, aqui, não é o mal que vem de fora, o invasor estrangeiro. O Cthulhu estava embaixo da cidade o tempo todo, emerge de suas próprias profundezas. Beradt fala do “subterrâneo e o abissal na vida cotidiana”, que esses sonhos tornam visíveis (p. 40). O esgoto que corre sob todas as ruas é o resto produzido e descartado pela cidade inteira. Podemos pensar que o fascismo é um modo de tratar esse esgoto, figurá-lo como monstro. É uma política da totalidade que promete um corpo social reconciliado consigo, sem fissura. Para sustentar essa promessa, precisa produzir o monstro como aquilo que impede a reconciliação, causa da instabilidade, nomeá-lo, dar-lhe rosto e expulsá-lo para garantir a coesão social, suposto retorno a um estado de inteireza.

No sonho, as primeiras vítimas desse monstro despertado são mulheres. E não é por acaso que, em outro momento, eu sobrevoo justamente organizações de estudantes e grupos LGBT na Asa Norte. Beradt localiza nos sonhos do Terceiro Reich o “grupo dos desprezados” (p. 103) e o “grupo dos suspeitos”, que reúne “artistas degenerados, antigos socialistas, parentes de prisioneiros de campos de concentração” (p. 108), e destaca a própria lógica do regime: acirrar antagonismos naturais, criar antagonismos artificiais, “formar grupos nocivos ou de elite e jogar um contra o outro” (p. 104).

O sonho alerta quem já compõe essa lista dos primeiros devorados: idosos, mulheres, lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, militantes… Reconhecer esse esgoto como produto nosso, identificar-se com ele e não como algo a expurgar, é recusar a falsa promessa de um bem-estar total e bem acabado. É necessário conhecer melhor esses supostos monstros antes de querer livrar-se deles, pois certas formas de abordá-los podem acabar despertando algo muito pior do que eles.

Eles não podem saber que a gente sabe

Eles não podiam saber que a gente sabia que estavam aqui. Essa frase delata uma posição subjetiva se articulando. Nela, o que deve ser escondido não é o perigo, é que nós sabemos do perigo. Isso não é somente um “não querer saber”, mas um “não querer que saibam que sabemos do perigo”, para assim estarmos supostamente a salvo. Beradt situa o estatuto dessa posição subjetiva ao comentar a dona de casa que zombava da possibilidade de microfones e sonhou, na mesma noite, que tudo o que se dissera em círculos íntimos era conhecido. A autora reúne uma série de sonhos em que a censura já opera dentro do próprio sonho, por conta própria, antes que qualquer censor apareça. Um sonhador conta uma piada proibida: “mas por precaução conto-a de forma errada, de modo que ela não faça mais sentido” (p. 69). Um rapaz sonha que sonha apenas “com retângulos, triângulos e octógonos, que de algum modo parecem biscoitos de Natal, pois é proibido sonhar” (p. 71).

Negacionismo, ou como o apaixonamento nos cega

No sonho, acordo no meio da noite com fogos e a janela pegando fogo, e todos estão se arrumando. De manhã, me pergunto: como ninguém viu o fogo durante a noite? E, ao acordar, a suspeita de que eu podia estar sendo visto como louco por ser o único a ver aquilo tudo.

O detalhe que elucida a cegueira coletiva produziu em mim um insight mais íntimo: todos tinham um problema maior, o casamento. Estavam preocupados com outra coisa, e o grande evento consome de maneira hipnótica a capacidade de todos de perceber que algo estranho está pairando no ar.

Mais íntimo porque, primeiro, acho que meus dramas na esfera amorosa às vezes me afastam da política; segundo, porque tenho muita vontade de me casar e, na véspera, eu tinha visto de passagem o título de uma reportagem sobre a família Kennedy vindo ao Brasil para o casamento de alguma pessoa famosa. Daí a pergunta cômica que me ocorreu ao acordar desse sonho: será que vou precisar buscar nos Estados Unidos meu próximo marido? Para além do caráter derrisório, essa frase me fez ver que essa minha fantasia individual compartilha de uma mesma gramática da fantasia política. Mas essa análise pede um passo a mais para enfim entendermos esse casamento do sonho, além de um desejo individual. É claro, ele tem uma base própria, resquício da minha neurose (nossa) de cada dia, mas serve igualmente para nomear o sonho de um dos candidatos desta eleição e de milhares, senão milhões, de seus apoiadores.

O casamento importante que mobiliza a ilha inteira é, portanto, um casamento com os Estados Unidos. E é essa a fantasia que organiza hoje o campo bolsonarista e colapsa a soberania nacional: os Estados Unidos como lugar de onde vêm o reconhecimento, a sanção e o nome que legitima, o dinheiro, o sucesso, a ambição de administrar o Brasil como quem administra uma colônia (ou ilha) americana, um acesso a um gozo prometido. A submissão não se vive autoritariamente, no registro do “papai mandou e eu obedeço”. Ela é vivida como noite de núpcias, como honra de ser escolhido, de ser desejado por esse ideal fálico poderoso. Beradt dedica a isso o capítulo “Queremos tê-lo conosco”, em que ninguém sonha apenas por medo, mas também por desejo de ser convidado, reconhecido, escolhido: “o poder é uma forma de erotismo” (p. 137).

Freud dizia algo próximo quando tentava entender a hipnose. A credulidade do hipnotizado diante do hipnotizador, escreve ele, fora da hipnose só se encontra “na criança diante dos pais amados” e em “alguns relacionamentos amorosos com uma total entrega”, como a paixão; e a exclusividade, o foco em uma pessoa só e a obediência crédula “é algo que caracteriza o amar” (Freud, 1890/2017, p. 25). O hipnotizado, tal como o apaixonado, parece apenas ver, ouvir, sentir e responder ao hipnotizador. Amar, em seu estado apaixonado, é estar, em alguma medida, hipnotizado, entregue ao outro e sob seu poder. É essa condição de cegueira e sujeição que dá ao casamento, no sonho, sua atmosfera hipnótica, mas que também pode ser mobilizada por determinados projetos políticos, nos quais a adesão ao líder parece suspender a crítica e estreitar o campo do que se pode ver, ouvir e pensar.

No mesmo texto, Freud observa ainda que a fé de cada um se intensifica sob o efeito da massa, que desperta a ambição adormecida de seus integrantes: afinal, a graça escolhe poucos entre muitos, e “todos querem estar entre esses destacados e eleitos” (p. 20). Foi isso que meu sonho me fez ver com espanto, apesar de estudar e trabalhar com essas questões há anos. Não é apenas o monstro que dorme sob a cidade de Salvador (!) à espera de quem o desperte. Dorme também, em cada um de nós, o desejo infantil de ser o preferido, o eleito do Pai. Esse desejo pode ser agenciado a qualquer momento, sobretudo quando nos mantemos presos às próprias fantasias, às promessas de gozo e às idealizações das quais talvez precisássemos abrir mão.

O casamento, no sonho, é o que impede todo mundo de olhar para o incêndio na janela. São os desejos enviesados da nossa neurose, nossas insatisfações eróticas, que muitas vezes decidem a escolha nesses momentos. Convém estar alerta a eles. Daí o peso da frase que me veio à cabeça ao acordar, sem que eu soubesse bem por quê: “o casamento é um dos desejos mais perigosos que há”. É bom conhecer melhor com quem se está casando antes do “sim” nestas eleições. Conhecer melhor os próprios desejos. Existem sins com fins trágicos.

Da paralisia ou movimento inibido ao impulso

Quase todos os sonhos reunidos por Beradt terminam em paralisia: o braço que não desce, “não costumo dizer nada” (p. 87), “se necessário, cedo lugar ao papel” (p. 148). Nesse meu sonho, o vento não me carrega, me impede, e ainda surge um tornado que dificulta tudo. Mesmo assim, o sonho termina numa instrução: é preciso dar impulsos melhores contra o movimento do vento. Parece ser uma outra saída à cena do subterrâneo: nem apaziguar o suposto monstro inominável, nem acordá-lo e personificá-lo, mas o “impulso melhor”. Essa frase vai na direção daquilo que Koselleck conclui, no posfácio: “O que em sonho surgia como paralisia também continha força para confrontá-la no estado desperto” (p. 180). O que te paralisa nos seus sonhos? Que força é possível obter daí?

Ainda há tempo de ler nos nossos sonhos o alerta que eles tentam nos oferecer. Há um projeto fascista em ascensão. Ele está na extrema direita daqui, está nos Estados Unidos, está no resto do mundo. Mas ele não chega de fora: se forma de nossos próprios esgotos, agencia nossos próprios desejos inconscientes infantis, conquista as nossas mentes, e nós já fazemos parte dele, quer saibamos disso ou não.

O que esses sonhos nos alertam é em que ponto cada um está dessa transformação social, o que já percebeu sem saber que percebia e qual impulso ainda resta dar contra esse vento fascista.

Guilherme Freitas Henderson é psicanalista, doutor e mestre em Psicologia Clínica e Cultura pela Universidade de Brasília (UnB). Graduado em Psicologia pela mesma universidade, com período sanduíche na Universidad de la República (Udelar, Uruguai). Guilherme é supervisor de estágio em clínica psicanalítica (Cenfor-CEUB) e professor da pós-graduação Fundamentos da Psicanálise: Teoria e Clínica (Instituto ESPE). Editor-chefe da Ato: Revista de Psicanálise. Membro da Associação Lacaniana de Brasília.

Referências

Beradt, C. (2017). Sonhos no Terceiro Reich (S. Bittencourt, Trad.). Três Estrelas. (Obra original publicada em 1966). As citações da apresentação de Christian Dunker e do posfácio de Reinhart Koselleck remetem a esta edição.

Freud, S. (2017). Tratamento psíquico (tratamento anímico). In Fundamentos da clínica psicanalítica (C. S. Dornbusch, Trad.; Obras incompletas de Sigmund Freud, Vol. 6). Autêntica. (Obra original publicada em 1890)

Henderson, G. F., & Bucher, J. A. D. F. (2022). Da insônia ao verdadeiro despertar: análise de sonhos na pandemia. In Psicanálise em tempos pandêmicos: do mal-estar da cultura ao além-do-setting analítico (Coleção Psicanálise e Pandemia, Vol. 1). CRV.

 

 

 

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Fonte: https://revistacult.uol.com.br/home/sonhos-de-alerta-o-que-estamos-sonhando-neste-periodo-eleitoral/