A desintegração da extrema direita ressuscita até Joaquim Barbosa. Por Moisés Mendes

o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa

Joaquim Barbosa, quem se lembra? Foi percussionista de Moraes Moreira? Jogou de lateral no Palmeiras? Era jurado do Flávio Cavalcanti?

Pois é, o tempo passa e, com Flávio Bolsonaro na sarjeta, até Joaquim Barbosa ressuscita.

Filiou-se esses dias ao partido Democracia Cristã e já é pré-candidato a presidente.

Mas tem um problema. O candidato natural do partido seria o ex-comunista e presidente do DC, Aldo Rebelo, que até aparecia nas pesquisas do Datafolha, mas não foi incluído nessa divulgada no sábado.

A turma de Barbosa estaria tentando passar perna em Aldo Rebelo, dentro do partido que ele deve liderar.

Essa eleição vai virar um monte de Zemas contra Lula.

Os personagens Mauro Cesar, do comediante Fábio Porchat, e Borat, do ator Sacha Baron-Cohen. Fotomontagem

Nosso Borat

Como diria aquele crítico de cinema isento, vamos ver o filme sobre Bolsonaro sob o aspecto artístico, e não sob o ponto de vista político.

E o aspecto artístico é o que vai atrair gente de todas as ideologias ao cinema. Eu quero muito ver esse filme.

Você se lembram do Borat? Dizem que é algo naquela linha. O personagem principal é uma mistura de Borat com o Mauro Cesar do Porchat.

Respeitosos

Devemos reconhecer as posições respeitosas de Sergio Moro e Deltan Dallagnol diante da situação difícil do parceiro Flávio Bolsonaro.

Por algum tempo, depois do vazamento, os dois se dedicaram a um silêncio monástico e obsequioso de 150 decibéis, mesmo assim bastante silencioso.

Quando falaram, defenderam o filho ungido e fizeram uma defesa sem muitas unhas e sem muitos dentes, mas com muito empenho, na linha de que a culpa é do Lula.

Moro e Dallagnol são soldados da extrema direita, mas não chegam ao ponto de beber detergente Ypê comendo pamonha.

 

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-desintegracao-da-extrema-direita-ressuscita-ate-joaquim-barbosa-por-moises-mendes/