A resposta de marqueteiro do MBL após ser pego chamando Vini Jr. de “mono”

Eduardo Bisotto, um dos líderes do MBL. Foto: reprodução

Ao estilo “quem me conhece sabe”, o influenciador Eduardo Bisotto, marqueteiro do partido Missão e do Movimento Brasil Livre (MBL) se pronunciou após a repercussão de seu racismo contra o atleta Vinicius Jr. Segundo a liderança do grupo de extrema-direita, a situação se trata de um “cancelamento” injustificado.

Chamando o atleta de “Virgínio”, em referência ao último relacionamento de Vinicius, o marqueteiro ainda disse que se irrita com “a incapacidade cognitiva dessa gente”. “Vamos, mono”, bradou Bisotto com a camisa da Seleção. Ao lado dele, uma voz feminina o alerta sobre o comentário racista, mostrando que ele sabia o que estava fazendo.

Bisotto justificou que não seria racista por ser fã de Romário, Pelé, Lewis Hamilton e torcedor do Internacional, “que se orgulha desde sempre de ser o time dos negros e da inclusão”.

O marqueteiro ainda contou que já sofreu retaliação da “bolha supremacista do Twitter” por ser um “fervoroso defensor da miscigenação”. Segundo ele, foi chamado de “defensor do genocídio da raça branca”.

Ele também alegou que os ataques que vem sofrendo se tratam de uma tentativa de conter o crescimento de Renan Santos (Missão) nas pesquisas: “Renan Santos cresce pra cacete. Tentam me vender como seu marqueteiro, algo que eu não sou. Como seguidas vezes tentaram criar gurus para o MBL, um movimento que nunca teve este tipo de figura”.

Após se justificar, Bisotto escreveu que não faria isso e não se defenderia, mas indicou que pode entrar com ações judiciais de quem o chamou de racista por xingar Vini Jr de mono, macaco em espanhol.

No fim, se vitimizou: “Isso é chato e incomoda. Dá trabalho gerenciar Canal, redes sendo atacadas, família exposta e sendo assediada por marginais. Tira tempo e grana”.

Após a repercussão, o influenciador apagou a live do YouTube e desativou a opção de comentários em seu perfil no Instagram.

Apoio a Flávio Bolsonaro?

Seguidores do MBL e do partido Missão se revoltaram contra Bisotto. Não por retaliação ao racismo explícito, mas por “queimar a imagem” do movimento em um momento de ascensão. Renan Santos já aparece como terceiro candidato em algumas pesquisas eleitorais.

Em cinismo absoluto, ele publicou no X que agora está apoiando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O Missão almeja uma vaga no segundo turno e, mesmo grandes chances de vitória contra o presidente Lula (PT), o partido espera conquistar uma bancada considerável nas primeiras eleições do grupo de extrema-direita.

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Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/a-resposta-de-marqueteiro-do-mbl-apos-ser-pego-chamando-vini-jr-de-mono/